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Paróquia Assunção de Nossa Senhora Projeto Pastorala aplicado na Paróquia Assunção de Nossa Senhora em Guarapuava, tendo em vista a aplicação das orientações de Dom Volodemer Koubetch, OSBM, após a visita Canônica e Pastoral. Guarapuava – Outubro de 2006
Nº 0112006 Roncador, 10 de outubro de 2006. Slava Isusu Christu! Fiquei muito contente e realizado em saber que a minha visita pastoral e canônica à Paróquia de Guarapuava, mesmo com algumas deficiências por ser uma prática nova e experimental em termos de Eparquia, está trazendo frutos benéficos para o bem de todos. Visita essa que foi detalhadamente documentada em meus relatórios, os quais foram repassados às lideranças paroquiais para estudo, reflexão e aplicação. Sem dúvida, como Você colocou na última carta-e-mail, “somente será possível atingir os objetivos propostos através das orientações em seus relatórios, quando elaborássemos um projeto de pastoral que envolvesse todas as comunidades em seus diversos âmbitos. Estou ciente que é um trabalho difícil e de realização a longo prazo, porém precisa ser iniciado”. Esse seu trabalho – o projeto pastoral tendo em vista as minhas observações e orientações – com o apoio do Pároco Bonifácio Zaluski, OSBM, sem dúvida, é pioneiro Mas Você se encorajou, pediu alguns esclarecimentos e buscou as fontes disponíveis: as da nossa Igreja ou da CNBB, fez adaptações e montou um material importante para ulteriores estudos e que, muito provavelmente, “serão úteis até para a Eparquia elaborar diretrizes e documentos próprios para a nossa Igreja Ucraniana”. No momento, não tenho tempo para fazer uma análise mais aprofundada sobre esse material, mas perpassando rapidamente suas páginas, posso dizer que se trata de uma boa base para um trabalho de pastoral de conjunto sério, completo, unitário e integrativo: um ótimo início. A questão agora é dar continuidade e não deixá-lo morrer. Portanto, parabenizo por esse seu trabalho, agradeço pelo mesmo, e também o abençôo e aprovo. Na medida do possível, vou acompanhar seu desenvolvimento e aplicação. Desejo uma ótima reunião no dia 22 de outubro e que o Espírito Santo ilumine todos os participantes a fim de que cheguem às melhores soluções na busca do bem e da verdade, na construção do Reino de Deus e na estruturação de uma Paróquia exemplar. Atenciosamente, em Cristo: Bispo Coadjutor
1. Igreja 2. Paróquia 2.1.2 Conselho Paroquial segundo o Código de Direito Canônico 2.1.2.1 Conselho paroquial 2.1.2.2 Objetivo Geral 2.1.2.3 Objetivos Específicos 2.1.3 Coordenadores 3. Equipes de Trabalho 3.1.1.2 Apostolado de Oração 3.1.1.3 Congregação Mariana 3.1.1.4 Catequese 3.1.1.5 Livro para anotação de visita aos doentes 3.2 Comunicação 3.4 Ornamentação da igreja 4. Equipes de Formação Pastoral 4.1 Equipe da Pastoral Vocacional 4.1.3 Objetivo Específico 4.1.4 Qualidade do Agente de Pastoral 4.1.5 Tarefas dos Agentes de Pastoral 4.1.7.2 Com quem começar? 4.2 Equipe do Movimento Eucarístico Juvenil – MEJ 4.2.5 Principais obrigações de um membro do MEJ 4.4 Congregação Mariana 4.4.3.8 Que é a consagração do congregado mariano? 4.4.3.9 O congregado depois de sua consagração já não pode mais deixar de 4.5.4 Formação 4.5.6.6 Métodos 5. Equipes Pastorais 5.1 Equipe da Pastoral do dízimo 5.2 Equipe da Pastoral Litúrgica 5.3 Equipe da Pastoral da Saúde / Idoso 5.4 Ícones de Nossa Senhora Mãe de Deus (Teotókos) 6. Entidades 6.1 Irmãs Servas de Maria Imaculada 6.1.4 Trabalho Pastoral 6.2 Apostolado de Oração 6.2.1 Movimento do Apostolado de Oração
Após um estudo aprofundado para aplicação das orientações pastorais e canônicas referentes a visita de Dom Volodemer Koubetch, OSBM à Paróquia Assunção de Nossa Senhora em Guarapuava e às suas comunidades do interior, chegamos a conclusão que seria necessário iniciar um trabalho pastoral, novo, diferente e bem estruturado. Desta necessidade surgiu o projeto pastoral que apresentamos à toda Paróquia de Guarapuava. Para a realização deste projeto pastoral nos utilizamos das diretrizes já existentes na Eparquia, e de fontes da Igreja e da CNBB para criar planos de trabalhos em áreas pastorais que ainda não foram orientadas pela nossa Igreja Ucraniana Católica no Brasil. Neste sentido, este projeto pastoral divide-se em seis partes. Na primeira parte apresentaremos noções sobre a Igreja e seu início, fundada Na terceira parte apresentaremos as equipes de trabalho que devem compor a paróquia, e as suas respectivas funções e responsabilidades no âmbito paroquial. Na quarta parte trazemos as equipes de formação pastoral que são fundamentais para manterem uma paróquia viva e com dinamicidade evangélica. Na quinta parte apresentamos as diversas equipes pastorais que são necessárias para o bom andamento de uma paróquia como um todo, ou seja abrangento os diversos setores da paróquia. E por fim apresentamos as entidades presentes na paróquia e as suas ações dentro da paróquia, sobretudo auxiliando as diversas pastorais a cumprirem as suas funções e desenvolverem-se amplamente. Entendemos que uma paróquia precisa sempre estar unida, coesa, para poder crescer e se fortalecer. Certamente esta unidade envolve não somente os paroquianos da igreja matriz, mas de todas as comunidades que também pertencem a igreja matriz. É impossível crescer e desenvolver-se isoladamente. O próprio Cristo nos diz: “A fim de que todos sejam um. Como tu Pai, estas em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes”. (Jo 17,21). Portanto, apresentamos o convite para todos os paroquianos se empreenderem nesta ampla tarefa de vivência e aplicação deste projeto pastoral em nível de comunidade e em suas vidas, no dia-a-dia, pois fazendo isto já estaremos vivendo o reino de Deus aqui na terra. Organizador: Jaime Fernando Valus 1. Igreja 1.1 Conceito A palavra Igreja é derivada do latim ecclesia, e do grego ekklhsia. No grego profano a palavra igreja significa assembléia, reunião. É no Novo Testamento com São Paulo que a palavra igreja é usada para designar as igrejas locais, as igrejas domésticas. Igreja - Segundo São Paulo, e de acordo com a concepção geral do cristianismo, é uma entidade que subsiste neste mundo, mas pela sua natureza mais profunda já pertence ao mundo futuro. A igreja é comunidade terrestre do Cristo que reina no céu, sendo munida com seu espírito; ela é o início, e em certo sentido a antecipação do novo mundo. Possui desde já os bens da futura salvação: justificação, ressurreição e união com Cristo, mas de um modo ainda imperfeito. O homem torna-se membro desta comunidade pela fé em Cristo e pelo batismo. (Dicionário Enciclopédico da Bíblia, Organizador BORN, Van Den A, Vozes, Petrópolis, 1987, colunas 709-710, verbete igreja). Na profissão do creio – credo, professamos: “Creio na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos”. Para a nossa vida cristã precisamos entender o que é esta Igreja santa, una, católica, apostólica. O Concílio Vaticano II elaborou uma constituição para esclarecer e aprofundar o conceito de Igreja (Lumen Gentium), a fim de que os fieis se sentissem mais Igreja e assumissem a responsabilidade pela missão específica dentro desta Igreja. No reino eterno de Deus, os homens de todos os tempos e de todas as nações um dia estarão reunidos. Deus será sempre o seu Rei e os eleitos serão para sempre o seu povo. Para conduzir os povos a este reino, Deus, já neste mundo, quis formar o seu povo e constituir um reino, que seria prenúncio do reino eterno do céu. Por isso Cristo fundou uma Igreja, que é o Sacramento universal de salvação no mundo (sacramento = sinal). Esta Igreja, no entanto, não é um reino que se funda sobre poder e riqueza, mas que nasceu do amor e da misericórdia do Coração de Jesus, que deu a vida pelas ovelhas. Eu sou o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas. Pela sua morte, Cristo conquistou uma nova vida para todos os homens. Esta vida nova ele anuncia e comunica ao homem pela Igreja, que é o sacramento da salvação. Razão por que Ele deseja que todos pertençam a esta Igreja a fim de que tenham a vida. Tenho ainda outras ovelhas que não pertencem a este aprisco. Devo também conduzi-las. Elas ouvirão a minha voz e haverá um só pastor e um só rebanho. (O Caminho – Síntese da doutrina cristã para adultos, Província Eclesiástica de Alagoas, Edições Loyola, São Paulo, 1993, pgs. 121-122. Cerkva Katolycqka – pon]tt]: Kan. 7 - § 1. Virnymy ` ti, xto, çerez xrywenn] vtileni v Xrysta, utvo[[tq BoΩyj narod i na cij pidstavi po-svo`mu beruçy uçastq u sv]wenyçij, proroçij sluΩbi Xrysta, poklykani, vidpovidno do vlasnoho stanovywa koΩnoho, spovn]ty misi[, ]ku Boh doviryv vykonuvaty Cervi u sviti. § 2. C] Cerkva, utvorena i vpor[dkovana na cqomu sviti ]k spilqnota, isnu` v katolycqkij Cerkvi, kerovanij nastupnykom Petra ta ^pyskopamy z’`dnanymy z nym. (Kodeks Kanoniv Sxidnyx Cerkov, Proholoßenyj Ivanom Pavlom II, Vydavnyvtvo OO. Vasyli]n, Rym, 1993).
2.1 Conceito Parafi] – pon]tt]: Kan. 279 – Parafi] ` vyznaçeno[ spilqnoto[ virnyx, utvoreno[ v stalyj sposib v `parxi, pastyrsqka opika nad ]ko[ doruça`tqs] paroxovi. Can. 279 - A Paróquia é uma determinada comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Eparquia, e seu cuidado pastoral é confiado à um pároco. Kan. 280 § 1. Parafi], ]k pravylo, povyna buty terytori]lqno[, otΩe, ma` oxopl[vaty vsix virnyx pevno terytori; ]kwo Ω za rißenn]m `parxi]lqnoho ^pyskopa i za porado[ presvitersqko rady ce docilqno, to slid utvor[vaty osobovi parafi z ohl]du na nacionalqnistq, movu, prynaleΩnistq virnyx do inßo Cerkvy svoho prava abo navitq na ]kijsq inßij vyznaçenij zasadi. Kan. 281 § 1. Parox – ce presviter, ]komu ]k osoblyvomu spivpracivnykovi ^pyskopa, ]k vlasnomu pastyrevi, doruçena opika nad dußamy u vyznaçenij parafi pid vlado[ cqoho Ω `parxi]lqnoho ^pyskopa. Can. 281 § 1 - O Pároco é o presbítero ao qual, como colaborador principal do Bispo eparquial, se confia a cura das almas como pastor próprio numa determinada paróquia, sob a autoridade do mesmo Bispo Eparquial. Kan. 290 § 1. U vsix pravovyx spravax parox vystupa` vid imeni parafi. Can. 290 § 1 -O pároco representa a paróquia em todos os assuntos jurídicos. § 2. NajvaΩlyvißi funki, ]k udil]ty tajn xrysty]nsqkoho vta`mnyçenn], blahoslovenn] podruΩΩ], zberiha[çy kan. 302, § 2, cerkovnyj poxoron – naleΩatq do paroxa, tak wo ne povenni vykonuvaty x parafi]lqni sotrudnyky, xiba wo za prynajmni prypustymym dozvolom samoho paroxa. O Concílio Vaticano II, dá ao sistema paroquial a seguinte justificativa: “Como nem sempre e em todos os lugares o Bispo, A Paróquia surge como necessidade para o Povo de Deus, garantindo-lhe vida comunitária. Nelas os Presbíteros encontram campo válido para o exercício de seu ministério evangelizador e de sua própria realização pessoal. A Paróquia assim torna-se um centro de atendimento às necessidades espirituais do Povo. É o lugar onde todo o povo reúne-se para rezar, louvar a Deus e partilhar com os outros suas idéias nas diversas pastorais. Todo o povo que faz parte das comunidades paroquiais, deve de fato, ser orientado pelos Presbíteros para que freqüentem e assumam responsabilidades e ministérios, expressando assim uma vivência comunitária, como também os próprios carismas. A situação dos Presbíteros nas Paróquias é buscar realizar sua missão de evangelizador. É tarefa do Presbítero, como pastor, proclamar com autoridade que Jesus Cristo, Deus Pai, ama e salva a todas as pessoas. Também é tarefa do padre/pároco, o atendimento ao povo às necessidades em vários setores da vida da comunidade dos fiéis, bem como a evangelização daqueles que se encontram afastados do convívio eclesial. 2.1.1 Pároco / Vigário Paroquial O pároco é o chefe jurídico e espiritual de sua paróquia. A sua grande missão de curar as almas é uma missão, às vezes, espinhosa e difícil, mas na Igreja nada deveria ser mais precioso, nada mais desejável, que ser bom e útil pastor. A nenhuma questão o pároco deve ser estranho; a todos deve conduzir com energia pastoral o remédio cristão, a solução divina deixada por Jesus Cristo. A paróquia é, pois, um centro de almas, para chamar, reunir, conquistar fiéis e aumentar o número de pessoas no redil do Senhor e, cujo fim é a salvação de todos através do seguimento de Jesus Cristo, assim dilatar o Reino de Deus. Eis a missão da paróquia. A Paróquia pode ser entendida, segundo o Pe. Paulo Arnaboldi no seu livro, A serviço da pastoral paroquial: “é a célula viva na qual o pároco é o núcleo” (p. 36). 2.1.2 Conselho Paroquial segundo o Código de Direito Canônico Art. 4º Em cada paróquia deve haver, de acordo com as normas do direito particular da própria Igreja “Sui Iurus”, os oportunos conselhos para a ação pastoral e para os assuntos econômicos. (Estatutos do Conselho Administrativo Paroquial e Direito Canônico - Cân. 295). Kan. 295 – U parafi povynni buty, zhidno z prypysamy partykul]rnoho prava vlasno Cerkvy svoho prava, vidpovidni rady, ]ki zajmalys] b pastyrsqkymy j ekonomiçnymy spravamy. 2.1.2.1 Conselho paroquial É um momento dinâmico de integração e comunhão entre as Comunidades da Paróquia, Pastorais, Equipes de trabalho, Movimentos, Associações e Serviços. O Conselho expressa a unidade da Igreja, fortalece a vida comunitária e dinamiza a ação evangelizadora. 2.1.2.2 Objetivo Geral Evangelizar proclamando a Boa-Nova de Jesus Cristo, o caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo. 2.1.2.3 Objetivos Específicos Para realizar o seu serviço Pastoral, o Conselho Paroquial procurará sempre: - Fortalecer a comunhão e a co-responsabilidade entre as Comunidades, Equipes Pastorais, de Formação, de Trabalho e Entidades da Paróquia; - Animar, acompanhar e avaliar os trabalhos e a caminhada da Comunidade; - Examinar e buscar soluções para os problemas que surgirem nas diversas equipes dentro da paróquia, ou comunidades, dando atenção especial ao crescimento da vida comunitária e às necessidades da evangelização; - Encaminhar a execução das diretrizes e orientações da Eparquia e da organização paroquial; - Promover Cursos de Formação e intercâmbio de experiências Pastorais; - Prestar um serviço dinâmico de Comunicação entre as Comunidades e com os outros níveis da Igreja e da sociedade; 2.1.2.4 Fundamento Bíblico Há inúmeras passagens bíblicas que podem servir de fundamento para a prática de uma Igreja comunitária e participativa. Podemos citar as seguintes: Êxodo 18,13-27: Moisés organiza o povo em grupos para melhor conduzir a convivência entre as pessoas e a sociedade. Números 11,24-30: O Senhor retira um pouco do espírito de Moisés e o reparte entre os setenta anciãos do povo. Marcos 3,13-19: Jesus forma o grupo dos Doze apóstolos. Marcos 6,39-40: Jesus pede que a multidão seja formada em grupos de cem e de cinqüenta, para a distribuição dos pães. Atos 1,21-26: Pedro pede à comunidade para escolher o substituto de Judas, o traidor. Atos 15,6-29: os apóstolos e os anciãos de Jerusalém se reúnem em conselho para resolver sérios problemas da Igreja primitiva. Enfim, toda a obra evangelizadora de Jesus Cristo foi feita na unidade com seus discípulos. Nas comunidades primitivas, tudo era comum entre os fiéis, também o trabalho da missão. Paulo deixa em cada comunidade um grupo de pessoas que continuava a sua obra evangelizadora. 2.1.2.5 Funcionamento - O Conselho Paroquial reúne-se ordinariamente pelo menos, uma vez por mês, em dia fixo e extraordinariamente quando for convocado pelas Equipes de Coordenação; - As reuniões só funcionam com a presença da maioria dos seus membros; Para serem válidas e entrarem em vigor, as decisões devem: - ser votadas de forma secreta ou aclamativa após conveniente discussão; - ter a maioria absoluta de votos dos membros presentes; - constar em Ata; - caso o Conselho Paroquial deixe de funcionar por três reuniões consecutivas ou funcione irregularmente contra as orientações, cabe ao Pároco intervir eventualmente, se não for corrigida a irregularidade, convocar a Paróquia para a escolha de novos membros. 2.1.2.6 Critérios para a formação ou constituição do Conselho Paroquial - Um ou dois representantes de cada Comunidade, eleitos pela própria Comunidade; - Um representante de cada Equipe Pastoral, Formação, Trabalho, Movimento, Entidade e Serviço organizados a nível Paroquial; - As religiosas que fazem parte das pastorais na paróquia e nas Comunidades; - Os padres e diáconos que trabalham na Paróquia; - O Conselho Paroquial prestará serviço por um período de três anos. Após o primeiro ano, deve ser realizada uma avaliação. Em qualquer tempo, serão preenchidas vagas ou atendidas necessidades de substituições. 2.1.2.7 Diferenças das paróquias com Conselho Pastoral As paróquias sem CPP, estão centralizadas no padre e em alguns leigos. São paradas no tempo, tradicionalistas, autoritárias, conservadoras, sacramentalizadoras. Nelas não há espaço para refletir sobre os grandes desafios do novo milênio e para tomar decisões importantes para uma obra evangelizadora eficaz. Nelas, é muito maior o risco de perder fiéis, de dividir lideranças, de criar conflitos. As paróquias que têm CPP e onde o CPP funciona adequadamente, são dinâmicas, evangelizadoras, participativas, ministeriais, criativas. Sabem enfrentar os desafios do mundo moderno. 2.1.3 Coordenadores São os principais responsáveis de cada equipe ou entidade que tomam oarte do Conselho Pastoral paroquial. 2.1.3.1 Objetivo 1- Ele inclui as pessoas. Este é o principal ponto para reconhecermos um coordenador cristão. Ele sabe somar os dons que o grupo todo possui; 2) Ele anima e conduz o grupo, nas turbulências (acalmando) e na calmaria (provocando movimento; 3) Ele leva o grupo a atingir seu objetivo; 4- Ele se apresenta para ajudar a resolver os problemas; 5-Ele delega responsabilidades, tarefas e poderes de decisão. 2.1.3.2 Qualidades de um coordenador Precisa transitar pelo grupo todo - manter diálogo com todo o grupo, mesmo que não seja amigo de todos; Precisa ter uma caminhada comun com este grupo - deve ter um bom tempo de participação, para saber o valor das conquistas e o sofrimento dos erros cometidos. Esse tempo é relativo, depende de cada pessoa e de cada grupo; Precisa ter noções básicas de outros assuntos ao que coordena - Ex.: um coordenador de catequese não precisa ser especialista no ministério das exéquias, mas deve saber pelo menos o porquê deste ministério, bem como onde obter maiores informações, se precisar. Precisa saber decidir - pessoas indecisas não servem para a coordenação, porque transmitem insegurança. Após examinar muito bem a realidade, ouvir todas as partes envolvidas, e buscar o auxilio necessário, cabe ao coordenador a decisão sobre a maioria dos assuntos. Os mais importantes são, é claro, decididos pelo grupo. Precisa ser equilibrado- não estar extremamente animado e nem extremamente desanimado; hoje querendo tudo e amanhã nada. Precisa ter maturidade, controlar seus impulsos para manter-se na linha do objetivo, na linha traçada pelo grupo. Essas são as características básicas do coordenador. 2.1.3.3 Trabalhar os pontos fortes e fracos Ninguém e perfeito. O coordenador precisa trabalhar suas aptidões e limites, seus pontos fortes e fracos, para, com calma, completar o que lhe falta: 1 – falar em público - para conduzir bem palestras, reuniões, com “jogo de cintura” para sair de um momento de dificuldade. Quem aqui tem o seu ponto fraco deve atender para: a) falar o essencial; b) preparar muito, além do normal o que precisa falar. É muito mais fácil falar com assunto que dominamos completamente; c) e também convidar outras pessoas para darem palestras, para falarem com ele; 2- escrever - para elaborar informativos, cartas, artigos de formação. Se você tem dificuldade passe tudo para o papel! Se for um ponto fraco seu, encomenda para alguém escrever aquilo que você pensa e não sabe por com assento no papel. Quando escrever, peça para um amigo sincero corrigir e dar a sua opinião. Leia bastante! A leitura nos da subsídios pra escrevermos melhor; 3 – dialogar negociar- são dons importantíssimos para unir a pastoral e a comunidade. Busque a valorização do seu grupo junto a paróquia! Saiba oferecer seus serviços e aceitar os serviço alheios! Faça articulações para projetos comunitários. Se for do tipo estourado, como dizemos popularmente, pense mil vezes antes de dar uma opinião, principalmente quando se julgar oferecido. Respire fundo e deixe a resposta para a amanhã. Quando envolvido em conflito, evite apelar para argumentos pessoais ou fatos acontecidos de longa data. Faça um exercício, perdoe as pessoas e não guarde rancor! Lembre-se de que para falar a verdade, não precisa ofender, mesmo que alguém ofenda a sua pessoa e o seu projeto. Por outro lado, se você for do tipo que não abre a boca para colocar seu ponto de vista ou para defender seu grupo, saiba que precisa de correção também! Não deixe de valorizar os projetos do grupo e nem corrigir os que tiverem errado, dentro ou fora do seu grupo; 4- organizar - a organização é condição para uma coordenação mais tranqüila! E mais fácil trabalhar num ambiente organizado. Assim, a soma de pequenas atitudes é fundamental: a) respeito o horário de inicio e término das reuniões e atividades. a) reuniões bem planejas e com atas lavradas; c) planejamento participativo (definição clara de objetivos e metas); d) agenda realmente utilizada para seus fins (controle de tempo e atividade, a materialização de um cronograma, um conjunto de datas e trabalhos importantes para o grupo); e) arquivos de papéis de forma racional; f) arquivo de apostilas, livros de outros matériais de trabalho para consulta oportuna; g) cadastro com os principais dados dos integrantes da pastoral; h) avaliação periódica dos trabalhos; i) definição dos papéis dos integrantes da equipe, com divisão de responsabilidade e autonomia (as pessoas precisam saber, quem, o porque, como, quando e onde agir), sem que o coordenador precise a todo o momento solicitar que as coisas sejam feitas – é a chamada iniciativa. 2.1.3.4 Como é o coordenador de Jesus Como é o coordenador Jesus em: João 13,1-9 (O lava-pés) Jesus amava seus coordenados; ensinou que o exercício da coordenação é um serviço à comunidade; o serviço deve ser a marca da comunidade, e não a dominação e a servidão. Ensinou que todas as tarefas devem ser realizads com amor. Jesus amava seus coordenados; ensinou que o exercício da coordenação é um serviço à comunidade; o serviço deve ser a marca da comunidade, e não a dominação e a servidão. Ensinou que todas as tarefas, inclusive as mais humildes, são essenciais a comunidade. João 6,59-69 (final do discurso na sinagoga de Cafarnaum e confissão de Pedro) É preciso ter coragem para seguir Jesus, enfrentando os poderes contrários a Ele. Jesus exige fidelidade e discernimento, não amacia suas palavras, não quer um seguimento “morno” dos coordenados. E como o Pai, dá liberdade para que os discípulos façam a sua opção de vida. Marcos 4,35-41 (A tempestade acabada) Jesus vê que na outra margem há gente que precisa dele. Jesus acalma os discípulos para depois ensinar que se ele está presente ninguém perece. Às vezes parece que Jesus dorme diante de tanta coisa errada ... O coordenador acalma, transmite esperança e coragem. Ele é quem mantém o equilíbrio, sem apavorar-se diante da dificuldade. Jesus cuida dos seus discípulos: prepara um descanso. Mas, diante da necessidade do povo, anima os discípulos a agirem e matarem a fome do povo. Para isso pede tudo que eles têm, e este pouco, na partilha em mini comunidades (grupos de cinqüenta e cem), se toma muito. Marcos 9,30-40 (2° anúncio da Paixão, quem é o maior, uso do nome de Jesus) Jesus não esconde as dificuldades e anuncia que seu caminho passa pela cruz. Os coordenados já disputam quem será o novo coordenador, e, em casa, Jesus senta com eles e explica o serviço da coordenação despojada de rancor e vaidade, e mostra que o Reino é maior que seu grupo. Mateus 12,1-8 (As espigas arrancadas num sábado) O coordenador Jesus defende seus discípulos diante de autoridades, fundamentando com textos sagrados que a defesa da vida é a maior lei. O ambiente da catequese de Jesus é de liberdade e de respeito à vida, uma autêntica interação entre fé e vida. Mateus 28, 1-10.16-20 (Jesus ressuscita em Jerusalém e aparece na Galiléia) Na Galiléia, Jesus chama os discípulos (que deixam tudo para seguí-lo), e anuncia o Reino. Quando ressuscitado, marca um encontro para a Galiléia, ou seja, está disposto a recomeçar tudo com eles. E de lá Jesus os envia em missão, dando a segurança de seu porto seguro. Lucas 22,7-20 (A última ceia) O coordenador Jesus vê na Eucaristia a coroação do Reino. Jesus faz dos coordenados os agentes da Páscoa (preparam o banquete da vida), os portadores da memória do Deus fiel até a morte na cruz e sempre presente na Eucaristia. O coordenador alimenta seus coordenados. Já podemos ter alguma idéia de como ser um bom coordenador. Referência Bibliográfica GARCIA. José Luis. Coordenador de pastoral – um serviço a comunidade, editora vozes, São Paulo. 2004. 3. Equipes de Trabalho 3.1 Comissão Administrativa / Conselho Administrativo Paroquial Art. 7º - O Conselho administrativo paroquial (CAP) é constituído por um grupo de fieis escolhidos de acordo com o Direito Universal e as Normas que se seguem, e que tem por objetivo auxiliar o Pároco na administração dos bens da Paróquia e na promoção da Pastoral Paroquial. A existência e constituição do Conselho Administrativo Paroquial, responde às exigências lembradas pelo Concílio no documento, Presbyterorum Ordinis - PO 17, quando quer que os sacerdotes administrem os bens Eclesiásticos “enquanto possível, com a ajuda de peritos leigos” sendo um meio de envolvimento dos leigos na vida da comunidade paroquial. Dom Eurico dos Santos Veloso, em seu livro – Orientações para os Conselhos pastorais diz: O Conselho Paroquial para os Assuntos Econômicos, é um órgão consultivo, composto por membros leigos da comunidade que, assessorando o Pároco, pretende ser o verdadeiro elo de ligação através do qual se efetiva a co-responsabilidade, a co-participação dos fiéis cristãos na administração dos bens temporais da paróquia. (SANTOS VELOSO, Eurico dos – Orientações para os Conselhos Pastorais (Formação. Organização e Funcionamento), São Paulo, Paulus, 2002). Desta forma o CAP, tem por finalidade: - elaborar o plano de administração e das necessidades econômico-financeiras da paróquia; - elaborar a programação dos investimentos e das obras da paróquia; - supervisionar as atividades econômicas, contabilidade através dos balanços demonstrativos das contas: - emitir parecer sobre as necessidades e/ ou oportunidades de adquirir bens para a paróquia ou alienar bens eclesiásticos a ela pertencentes, etc. 3.1.1 Livros Paroquiais Livros que devem exitir nas paróquias e comunidades adjacente respectivamente em cada equipe ou grupo: 3.1.1.1 Comissão Administrativa / Conselho Econômico Paroquial Livro de atas Livro de Contabilidade 3.1.1.2 Apostolado de Oração Livro de atas Livro de chamada – presença nas reuniões Livro de contabilidade (se tiver arrecadação de fundos) 3.1.1.3 Congregação Mariana Livro de atas Livro de chamada – presença nas reuniões Livro de contabilidade (se tiver arrecadação de fundos) 3.1.1.4 Catequese Livro de atas Livro de chamadas – presença nas aulas de catequese Livro de Contabilidade (se tiver arrecadação de fundos) 3.1.1.5 Livro para anotação de visita aos doentes 3.1.1.6 Livro para anotação dos falecidos da comunidade 3.1.1.7 Arquivos 3.1.2 Estatutos do Conselho Administrativo Paroquial A todos os Revmos. PP. Párocos e Coadjutores, a todos os Membros do Conselho Administrativo Paroquial e a todos os fiéis desta Eparquia. Após diligentes estudos realizados pela Comissão “ad hoc” e consideradas as observações decorrentes do prazo concedido por Nós “ad experimentum” de 01 (hum) ano, pelo presente documento aprovamos em definitivo o texto oficial do Estatuto para o Conselho Administrativo Paroquial (CAP), que obrigatoriamente entrará em vigor em toda a Eparquia, a começar no dia 1º de setembro de 1999. Esperamos que os novos Estatutos muito contribuam para a melhor organização, eficiente administração e participação nas atividades que os leigos exercem junto às Comunidades, para o bem da Santa Igreja. Pedimos sejam aceitos e fielmente cumpridos. Deus Pai os abençoe. Curitiba, 15 de agosto de 1999. D. Efraim B. Krevey, osbm INTRODUÇÃO “Os leigos devem contribuir para o bem de toda a Igreja... e todos cooperar unanimemente na obra comum”. É preciso que todos “seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo, chegando-nos àquele que é nossa cabeça, Cristo”. (Ef 4,15-16). É específico dos leigos fiéis, incorporados a Cristo pelo batismo, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus... São chamados por Deus para que, exercendo seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, a modo de fermento, de dentro, contribuam para a santificação do mundo. A eles, portanto, cabe de maneira especial, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que eles continuamente se façam e cresçam segundo Cristo, para louvor do Criador e Redentor”. (LG 30,31). CAPÍTULO I CONCEITOS JURÍDICOS Art 1.º - A Igreja é a sociedade dos batizados, que professam a mesma fé, participam dos mesmos sacramentos e tendem à realização dos mesmos fins espirituais, sob o poder do romano pontífice e dos bispos com ele unidos. (Del Giudice). Segundo Pio XII na “Mystici Corporis”, “não pode haver oposição entre a Igreja da caridade e a Igreja do direito. A Igreja é uma sociedade de homens, que requer elementos jurídicos e sociais para conseguir seu fim, Cristo ao fazer da Igreja seu Corpo Místico, o fez também sociedade perfeita, com elementos jurídicos e, portanto, queridos por Cristo, os quais vivifica por meio do seu Espírito”. Art. 2.° - A Eparquia é uma porção do povo de Deus confiada ao pastoreio do Bispo com a cooperação do presbitério, de modo tal que, unindo-se ela a seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja Particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica. (Cân. 177§1). Art. 3.° - A paróquia é uma determinada comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Eparquia, e seu cuidado pastoral é confiado à um pároco. (Cân. 279). § 1.° - A paróquia não é hoje apenas uma estrutura, um território, um edifício, mas é sobretudo a família de Deus e a comunidade dos fiéis. A Paróquia está fundamentada sobre uma realidade teológica, pois ela é uma Comunidade Eucarística. Na Eucaristia está a raiz de sua edificação e o vínculo sacramental de sua comunhão com toda a Igreja. (CNBB, Documento 45, n.º 203). Art. 4.° - Em cada paróquia deve haver, de acordo com as normas do direito particular da própria Igreja “Sui Iuris”, os oportunos conselhos para a ação pastoral e para os assuntos econômicos. (Cân. 295). Art. 5.° - O pároco é o presbítero ao qual, como colaborador principal do Bispo eparquial, se confia a cura das almas como pastor próprio numa determinada paróquia, sob a autoridade do mesmo Bispo Eparquial. (Cân. 281§1). Art. 6.° - O pároco representa a paróquia em todos os assuntos jurídicos. (Cân. 290§1). CAPÍTULO II DA INSTITUIÇÃO E DA DENOMINAÇÃO Art. 7.° - O Conselho Administrativo Paroquial (CAP) é constituído por um grupo de fiéis escolhidos de acordo com o Direito Universal e as Normas que se seguem, e que tem por objetivo auxiliar o Pároco na administração dos bens da Paróquia e na promoção da Pastoral Paroquial. (Cân. 295). Art. 8.° - Os membros que compõem o CAP são voluntários e suas atividades são exercidas gratuitamente, ficando vedada a distribuição de lucros, bonificações ou vantagens, sob qualquer forma ou pretexto. Art. 9.° - O CAP tem personalidade própria e seus membros não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelas obrigações contraídas em nome da paróquia. CAPÍTULO III DO PATRIMÔNIO PAROQUIAL Art. 10 - O patrimônio paroquial é constituído por bens móveis e imóveis que possua ou venha a possuir, bem como pela renda de títulos, legados, donativos, arrecadações, coletas e demais bens e direitos. Art. 11 - O patrimônio paroquial destina-se à manutenção das igrejas, capelas, casas e salões paroquiais, bem como à provisão das despesas do culto, da Pastoral Paroquial e de outros serviços. (Cân. 1007). Art. 12 - Todos os bens imóveis adquiridos pela paróquia devem ser escriturados e registrados, em tempo hábil, em nome da Mitra do Bispado Católico de Rito Ucraniano. Parágrafo único - Ninguém pode dispor dos bens patrimoniais paroquiais (vender, doar, trocar, hipotecar), sem a devida procuração da Autoridade Eparquial. (Cân. 1024). Art. 13 - Os contratos de aluguéis e comodatos devem ser feitos, conforme as leis vigentes, em nome da Mitra. CAPÍTULO IV DA ADMINISTRAÇÃO Art. 14 - O patrimônio da Mitra lotado para usufruto da Paróquia é administrado, em nome da Autoridade Eparquial, pelo CAP, do qual automaticamente, e por força do próprio Direito, o Pároco é o Presidente. (Cân. 290§1; 1023). Art. 15 - Para que haja uma boa administração é necessário de que se faça em todas as comunidades, inventário exato e particularizado, dos bens imóveis, móveis, preciosos ou de certo valor, artístico ou cultural, e outros, com a devida descrição e avaliação. Os documentos desse inventário devem ser conservados nos arquivos paroquiais e a cópia enviada à Cúria Eparquial. Art. 16 - Os membros do CAP, numa verdadeira dimensão eclesial, são co-responsáveis por toda a comunidade paroquial, tanto no setor espiritual como material. Na busca e na solução dos problemas particulares devem ter sempre em vista o bem de toda a paróquia. Os encargos devem ser cumpridos com responsabilidade e diligência de um bom pai de família, por isso deverão: a) zelar para que os bens confiados a seus cuidados não venham de modo algum, a perecer ou sofrer danos, fazendo para esse fim contratos de seguro, quando necessário; b) cuidar para que a propriedade dos bens eclesiásticos seja garantido de modo civilmente válido; c) exigir cuidadosamente e no tempo devido os rendimentos e proventos dos bens, conservá-los com segurança e empregá-los segundo as normas legítimas; d) pagar, nos prazos estabelecidos, juros devidos por empréstimos ou hipotecas, e providenciar oportunamente a restituição do capital; e) aplicar, para os fins da pessoa jurídica, o dinheiro remanescente das despesas que possa ser investido vantajosamente; f) manter atualizada, mensalmente a contabilidade junto à Mitra, mantendo-se no arquivo paroquial os registros de entradas e saídas. Entende-se por contabilidade da paróquia o registro das movimentações financeiras da matriz somadas às das comunidades; g) observar exatamente, nas relações de trabalho, as leis relativas às mesmas e à vida social, de acordo com os princípios ensinados pela Igreja; h) prestar contas aos fiéis dos bens por estes oferecidos à Igreja. (Cân.1028). i) introduzir ou contestar alguma lide, diante de tribunal civil, em nome da pessoa jurídica, somente depois de obtida a licença escrita do Eparca ou do Administrador da Eparquia. Art. 17 - Os membros que compõem, necessariamente, o CAP são os seguintes: a) Presidente - sempre o Pároco; b) Presidente Executivo; c) Vice-Presidente Executivo; d) 1.º Secretário; e) 2.º Secretário; f) 1.º Tesoureiro; g) 2.º Tesoureiro; h) Conselho Fiscal: Art. 18 - Os membros do CAP, com exceção do Presidente, serão indicados pela comunidade e com o referendo do Pároco, para um mandado de três anos, podendo ser escolhidos para uma segunda vez. Os membros poderão ser escolhidos ou por eleição ou por aclamação. Parágrafo único - Para o CAP podem ser indicadas pessoas de ambos os sexos, maiores, residentes e adscritas na Paróquia, honradas, honestas, interessadas e participantes na promoção pastoral e material da comunidade. Para que pessoas de outro rito façam parte do CAP é necessário a autorização do Eparca. Art. 19 - A nomeação dos membros que compõem o CAP será feita mediante provisão pela Cúria Eparquial. §1º O mandato e a posse serão dados pelo Pároco aos membros que compõem o CAP, preparando-os para os seus encargos, tanto por um suficiente treinamento específico, como pelo conhecimento deste Regimento. §2º A provisão e o termo de posse deverão constar no Livro de Atas da paróquia ou das comunidades. Art. 20 - O CAP se reunirá, ordinariamente, ao menos uma vez por semestre para a avaliação das contas do período e elaboração da previsão orçamentária para o tempo seguinte. Extraordinariamente, o CAP se reunirá sempre que for necessário ou útil para o bom andamento da administração e de modo obrigatório sempre que se tratar de despesas extraordinárias ao orçamento. (Cân. 1028 §2 e 3). Parágrafo único - A convocação para a reunião do CAP, ordinária ou extraordinária, será feita através de editais e ou avisos, com antecedência de 10 (dez) dias. CAPÍTULO V DO PRESIDENTE Art. 21 - O Presidente que, por direito próprio e automaticamente, é o Pároco, poderá substabelecer ao Vigário Coadjutor, a Presidência do CAP das comunidades. Art. 22 - Compete ao Presidente: a) representar o CAP ativa e passivamente junto com a Mitra (Eparquia), em juízo e fora dele. b) zelar pelo correto exercício dos mandados dos membros que compõem o CAP; c) responder perante a Cúria Eparquial; d) convocar e presidir as reuniões ordinárias e extraordinárias do CAP e executar as resoluções deste; convocar trimestralmente, ou quando se fizer necessário, reunião para a avaliação do desempenho da Matriz e suas comunidades; e) supervisionar os serviços do CAP; f) fazer transações, adquirir, onerar, alienar nos termos facultados pelo presente regimento. (Art.12, §1); g) providenciar para que a cópia do inventário dos bens e documentos contábeis sejam enviados, em tempo hábil, à Cúria Eparquial; h) responsabilizar-se pessoal e diretamente pela integridade do patrimônio paroquial, pelas escrituras dos imóveis e pela preservação das obras históricas e artísticas. Incentivar a colaboração entre as comunidades paroquiais, auxiliando, se necessário, financeiramente as mais carentes. i) substabelecer direitos e deveres que são seus nas pessoas do Presidente Executivo e dos demais membros que compõem o CAP. N.B. O Presidente do Conselho Administrativo Paroquial da Matriz é responsável pela contabilidade de suas comunidades (capelas), tendo em vista que as comunidades (capelas) são uma extensão da Paróquia Matriz. Portanto, a Paróquia Matriz deverá auxiliar, orientar, fiscalizar e solicitar, mensalmente, o relatório financeiro de suas comunidades (capelas). CAPÍTULO VI COMPETÊNCIA DOS DEMAIS MEMBROS Art. 23 - Compete ao Presidente Executivo do CAP coordenar as atividades e praticar os atos inerentes ao seu cargo: a) conduzir a rotina administrativa da igreja ou comunidade; b) organizar as rendas e liberar verbas para fins pastorais; c) reformar, conservar e ampliar os bens imóveis e adquirir e conservar os bens móveis; d) conduzir a administração econômico-financeira em geral; e) cuidar para que, no devido tempo, sejam feitas as apresentações de relatórios e as prestações de contas; f) assinar cheque sempre em conjunto com o tesoureiro. N.B. Por rotina administrativa entende-se: a) tudo o que se relaciona com o normal funcionamento da Igreja Matriz ou comunidade: conservação dos prédios, conservação e limpeza das sacristias, dos objetos de culto, dos cemitérios, compra de material para o culto, etc; b) arrecadação de coletas e cobranças do dízimo; c) pagamento das contribuições à Cúria Eparquial e à Sede Paroquial; d) pagamentos de salários, encargos sociais e gratificações, do Pároco, dos Vigários Paroquiais, das domésticas da casa paroquial, das secretárias paroquiais e das demais pessoas que prestam serviços em tempo integral ou parcial à Paróquia. Art. 24 - Compete ao Secretário: a) redigir as atas das reuniões do CAP, durante a sua realização, submetendo-as à aprovação e registrar os fatos mais importantes da comunidade; b) manter em boa guarda e segurança os documentos e livros que estiverem sob seus cuidados; c) auxiliar na administração geral, juntamente com os demais componentes do CAP. Art. 25 - Compete ao Tesoureiro: a) providenciar os pagamentos de rotina e os demais pagamentos aprovados pelo CAP; b) lançar no livro-caixa todas as receitas e as despesas, com as respectivas datas e comprovantes; c) apresentar mensalmente ou nos prazos determinados pela Cúria Eparquial- cada comunidade à Igreja Matriz, e a Igreja Matriz à Eparquia, os documentos contábeis; d) apresentar à Comunidade Paroquial, tempestivamente, o demonstrativo do resultado de entradas das festas e promoções; e) apresentar ao Senhor Bispo os Livros de Contabilidade por ocasião da Visita Pastoral. N.B. Os Vices substituem os titulares no caso de impedimento ou ausência dos mesmos. Art. 26 - Compete ao Conselho Fiscal: a) Verificar os livros da Contabilidade; b) Denunciar irregularidades da administração; c) Estar atentos aos problemas da Paróquia e colaborar efetivamente na solução dos mesmos participando das reuniões do CAP. CAPÍTULO VII DAS NORMAS ADMINISTRATIVAS GERAIS Art. 27 - Nenhuma paróquia poderá subsistir sem ter a sua renda. Por isso, o CAP deverá empenhar-se no sentido de organizar a renda. Tenha-se também em vista a formação de um patrimônio (Cân. 1007). Art. 28 - As festas e promoções, de cunho religioso, que visam lucros materiais, devem ser condizentes com o espírito cristão do povo. Art. 29 - Fora da rotina administrativa, o CAP não poderá fazer despesas ou aplicar dinheiro da Igreja sem a prévia realização da reunião extraordinária, especialmente convocada, conforme o Art. 20 deste Regimento. § 1.º O dinheiro remanescente das despesas, deverá ser investido vantajosa e seguramente; qualquer empréstimo de dinheiro da Igreja Matriz ou das comunidades a pessoas ou famílias particulares só pode ser feito depois de consultados os membros do CAP e com a expressa autorização da Autoridade Eparquial (Cân. 1028 §2,5). §2º A administração da Eparquia respeitará sempre o estilo próprio de administração de cada Paróquia, bem como das Paróquias em relação às Comunidades; cada Pároco e respectivo Conselho entrará em acordo quanto ao sistema de administração a ser adotado (caixa comum, caixas individuais para cada comunidade, sistema de percentual de participação de renda com a Igreja Matriz, etc.). Mas, para todos os casos, respeite-se o acordo ou normas estabelecidas pela liderança e autoridade do Pároco e seu Conselho. Art. 30 - Nenhuma igreja, capela ou oratório público poderá ser construído sem a licença da Autoridade Eparquial. (Cân. 868-870). §1.º A autorização para construir só será concedida mediante a escrituração do respectivo terreno à Mitra do Bispado Católico de Rito Ucraniano; §2.º Deve ser apresentada a planta para a aprovação da autoridade eclesiástica. Art. 31 - A Autoridade Eparquial reserva-se no direito de interpretar as dúvidas e resolver os casos omissos no presente Regimento, bem como os conflitos que possam surgir na sua execução. ORIENTAÇÕES SOBRE O REGIME E A NATUREZA JURÍDICA DAS MITRAS DIOCESANAS, PARÓQUIAS E COMUNIDADES 1.º As Dioceses são reconhecidas pelo Poder Civil como Pessoas Jurídicas denominadas Mitras Diocesanas, que são Sociedades Civis, de direito privado, com finalidade re1igiosa, de caráter filantrópico e reconhecidas de utilidade pública pela sua própria natureza, tendo seus Estatutos corporificados no Código de Direito Canônico, que é reconhecido civilmente por força do Decreto 119A, de 7 de janeiro de 1890. 2.º As Dioceses, com suas Paróquias, como Entidades de Direito Privado, estão sujeitas a algumas formalidades legais: a) devem estar inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). O número da Inscrição é um só para a Diocese e suas Paróquias. Estas usam a numeração como se fossem filiais; b) anualmente, à época própria, devem apresentar Declaração de Imposto de Renda. Mesmo sendo isentas do pagamento de imposto de Renda, as Mitras Diocesanas não estão isentas da retenção do Imposto de Renda na Fonte, quando for o caso. 3.º As obras sociais das Dioceses e Paróquias devem ser constituídas como Entidades Filantrópicas com personalidade jurídica própria (Ação Social, Obras Sociais, etc.). Tal procedimento traz inúmeros benefícios, quais sejam: possibilidade de recebimento de subvenções de Entidades Governamentais, Convênios com Entidades afins, visando a promoção humana da comunidade, isenção de IPVA, contratação de pessoal da Paróquia, etc. 4. º As Dioceses têm obrigação de manter contabilidade oficial de suas receitas e despesas. Elaborado por: Pe. Edison Luis Boiko – Relator, Pe. Daniel Kozelinski Neto, Pe. Jaime Shaicoski, osbm Sr. Leonardo Davebida. N.B. Os cânones citados neste Regimento são do Código dos Cânones para as Igrejas Orientais - CCEO. Tendo em vista o fiel cumprimento dos Estatuto do Conselho Administrativo Paroquial, convidamos as Comissões Administrativas, da Paróquia e das Comunidades adjacentes, para até o final deste ano de 2006, ratificarem as Comissões Administrativas, já existentes e se necessário for, elegerem novas comissões. O objetivo destas ratificações ou a eleição de novas Comissões Administrativas, fundamenta-se na necessidade de formar uma unidade entre todas as Comissões administrativas, sobretudo para oferecer um treinamento homogêneo à todas as comissões, de todas as comunidades, de acordo com o art. 19 § 1º; ter a nomeação aprovada pelo bispo, de acordo com o art. 19, caput; todos os paroquianos terem a oportunidade de auxiliarem a paróquia com seus préstimos de acordo com o art. 18 caput. Até Janeiro de 2007, todas as comunidades deverão apresentar a Comissão Administrativa ao Pe. Pároco, ou ao Vigário Paroquial, e estes por sua vez ao Bispo eparca, para a sua respectiva aprovação. 3.2 Comunicação 3.2.1 Pastoral da Comunicação É a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida e da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária, do planejamento democrático, do uso dos recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e manifestações das pessoas no interior da comunidade e da sociedade. (Doc. 57 da CNBB, nº 244). 3.2.2 Objetivo A Pastoral da comunicação é como os dois remos, necessários para tocar o barco que sobe a correnteza, esta deve desenvolver duas dimensões complementares; só assim, se manterá e chegará ao lugar certo. A primeira dimensão é a busca de “integração” em favor da Pastoral de Conjunto na Igreja; a segunda, é a construção de uma relação “missionária” da Igreja com o mundo. A Igreja é servidora; por isso, a Pastoral da Comunicação coloca-se como parceira de todos os que, pela comunicação, querem fazer uma sociedade mais solidária, justa e fraterna. A comunicação não é apenas um meio para a solidariedade; é a primeira e mais básica manifestação de solidariedade. 3.2.3 Objetivo específico A Pastoral da Comunicação, procura ajudar na integração da comunidade e, ao mesmo tempo, participar da ação da comunidade na sociedade, sempre sem perder de vista a construção do Reino a que somos chamados por Cristo. 3.2.4 Fundamentação A Instrução Pastoral “Aetatis Novae”, (Instrução Pastoral sobre as Comunicações Sociais), dá um novo impulso a este assunto e diz: as comunidades cristãs são chamadas a entrar no mundo da comunicação, e seus líderes, convocados a promover o planejamento da comunicação. A Pastoral da Comunicação na Paróquia deverá promover a comunicação: internamente entre as várias pastorais da paróquia, e externamente, mantendo relação com os vários meios de comunicação e fazendo com que as realidades da Igreja se tornem notícia. 3.3 Limpeza da igreja 3.3.1 Objetivo A equipe da limpeza da igreja tem como objetivo manter sempre em ordem e bem organizados todos os espaços físicos que estão relacionados à igreja, ao salão de festas, pátios e casa paroquial. 3.3.2 Objetivos específicos Entende-se que esta equipe de trabalho tem como objetivo específico, organizar pessoas para manterem os pátios sempre limpos, os jardins bem cuidados, tanto dentro das dependências da igreja como fora destas, ou seja, a parte da quadra da igreja que compreende a parte da rua. Como metas a serem atingidas são o plantio de jardins, conseguindo mudas de flores ou plantas ornamentais juntamente com os órgão públicos, manter a grama aparada, as árvores podadas, as calçadas em bom estado de conservação, etc. É importante também ressaltar, que esta equipe sempre esteja atenta aos reparos ou consertos que são necessários nas dependências que compreendem os espaços da igreja, salões e da casa paroquial. Uma vez identificado a necessidade de algum reparo ou conserto deve-se comunicar a equipe econômico administrativa da igreja ou ao pároco para realizarem os devidos reparos. 3.4 Ornamentação da igreja 3.4.1 Objetivo A equipe da ornamentação da Igreja tem como objetivo manter a ordem e suprir as necessidades relacionadas ao ambiente interno da igreja. Esta equipe deve sempre trabalhar com a orientação da Irmã Religiosa, que é responsável pela ornamentação da igreja. 3.4.2 Objetivo específico Como objetivo específico a equipe da ornamentação da igreja deve acompanhar a limpeza interna da igreja, e neste mesmo sentido verificar e providenciar todos os objetos, produtos e itens necessários para a realização das celebrações que acontecem na igreja. Compreendem estes produtos e itens, o trigo e ingredientes para preparação das hóstias, o vinho canônico a ser consagrado durante as celebrações das Missas, as velas para os altares, o incenso que se utiliza para as celebrações, as flores e outras folhagens utilizadas para a ornamentação da casa de Deus, e outros itens que sãos necessários. Esta equipe também tem como responsabilidade sempre estar atenta aos reparos ou concertos que precisam ser efetuados e comunicar a equipe econômico administrativa paroquial ou ao padre pároco. 3.5 Cozinha O setor cozinha terá uma coordenação geral que será responsável por todos os trabalhos relacionados aos diversos grupos que se utilizam da cozinha. A organização desta equipe equipara-se a qualquer outra equipe no âmbito paroquial, sendo que à sua direção está a coordenadora, que é escolhida pelas pessoas que fazem parte dos grupos que trabalham e se utilizam da cozinha. A equipe da cozinha deverá ser composta por pessoas pertencentes aos grupo da Dona Ana, do grupo do “vareneke”, do grupo folclórico, equipe catequética. 3.5.1 Objetivo A equipe da cozinha permanentemente se ocupa com os trabalhos relacionados à cozinha nos dias de festas, eventos, e na produção de “vareneke”, feijoada, ou qualquer outro evento promovido na paróquia. Tem por objetivo reunir as senhoras do apostolado oração da igreja e outras senhoras que estejam disponíveis e dispostas à prestar este trabalho em prol da igreja e da comunidade. 3.5.2 Objetivos específicos Promover uma maior integração entre as senhoras, fortalecendo a unidade dentro da paróquia; Dar oportunidade para as senhoras trabalharem, rezarem e se fortalecerem em comunidade; Ter a possibilidade de arrecadarem fundos para fortalecer seus próprios grupos e auxiliar a paróquia em seus vários setores. 4. Equipes de Formação Pastoral 4.1 Equipe da Pastoral Vocacional 4.1.1 Pastoral Vocacional É a Pastoral que ocupa-se das vocações em seu sentido mais amplo, na Igreja: vocação humana, vocação cristã, vocação para os ministérios, as vocações leigas, as vocações ao ministério ordenado, as vocações religiosas e as vocações missionárias. Porém oferece atenção particular às vocações de especial consagração porque a Igreja se ressente muito de sua falta, e porque é mais custoso despertá-las e levá-las à maturidade. 4.1.2 Objetivo Geral Possibilitar o surgimento e o encaminhamento: - de todas as vocações na Igreja; - leigas(no matrimônio ou de solteiro ou solteira - e os ministérios); ao ministério ordenado (diáconos, padres e bispos; religiosas; missionárias. - dando particular atenção às vocações de especial consagração; - e ocasionando uma evangelização libertadora; - em vista da construção do Reino de Deus; - Conscientizar a comunidade sobre as vocações; - Descobrir as vocações que há na comunidade; - Chamar os vocacionados; - Acompanhar os vocacionados; - Encaminhar os vocacionados. Organizar encontros de casais e adolescentes. 4.1.3 Objetivo Específico Dinamizar a comunidade eclesial integrando todas as pastorais; promovendo atividades que auxiliem os fiéis, em especial os jovens a descobrir, a assumir, a desenvolver a vocação a que Deus os chamou. 4.1.4 Qualidade do Agente de Pastoral - Pessoa de fé; pessoa madura; pessoa que tem amor à Igreja. 4.1.5 Tarefas dos Agentes de Pastoral -Rezar e fazer os outros rezarem; - preparar material; - engajar os vocacionados em atividades apostólicas. 4.1.6 Equipe de Pastoral Vocacional – Paróquia - Se reúnem todo mês para receber formação ( - Planejam atividades para despertar as diversas vocações; - Escutam as necessidades da comunidade; - ATIVIDADES; Missa vocacional Mensal, Retiros ,Vigílias; - CONSCIENTIZAR A COMUNIDADE, que cada cristão tem um ministério ou serviço, e se não exerce, ninguém o exercerá, ficará um vazio na igreja e no mundo. - Chamar pelo nome, CHAMADOS GERAIS NÃO ATINGEM NINGUEM 4.1.7 Orientações para organizar uma equipe vocacional paroquial 4.1.7.1Quem toma a iniciativa? 1. O Bispo é o primeiro responsável: cabe a ele interessar-se, motivar o clero, animar o povo, dinamizar a própria Pastoral Vocacional. 2. O Coordenador Eparquial nomeado pelo Bispo, forma sua Equipe, e com ela cuida que todas as Paróquias tenham as Equipes Vocacionais Paroquiais (EVPs), colocando-se a serviço dos Párocos. 3. O Pároco, em sintonia com a Equipe Eparquial, será o primeiro e imediato responsável para o surgimento da Equipe Vocacional na Paróquia e em suas várias comunidades e capelas. 4. Onde as Equipes Vocacionais já existem, procurem sintonizar-se com a Equipe Eparquial, para garantir sua plena vitalidade e seu caráter eclesial. 4.1.7.2 Com quem começar? 1. Começar com pessoas da comunidade, dispostas a assumir o compromisso e que tenham vivência de Igreja. 2. É de suma conveniência que a Equipe seja “heterogênea”: homens e mulheres, casados e solteiros, adultos e jovens, leigos, religiosos e Diáconos. 3. É igualmente conveniente que seja representativa das Pastorais, das Associações e dos movimentos, para que a Pastoral Vocacional esteja presente em toda a Pastoral. 4.1.7.3 Como começar? 1. Trabalho preparatório: O fundamental e anterior a tudo é: Uma intensa conscientização e motivação prévia da comunidade paroquial; uma perspectiva de “Povo de Deus”, de “co-munidade”, uma visão de “Igreja Ministerial e Missionária”. Ressalte-se que esse trabalho de conscientização e motivação da Comunidade sobre o sentido da Vocação na Igreja, hoje, é indispensável para que se crie: Um clima vocacional de responsabilidade e interesse comum por todas as vocações. 2. Duas sugestões para começar: a) Convidar de modo geral e até mesmo pessoal, aquelas pessoas da comunidade que apresentarem disposição para o trabalho. b) Escolher e chamar um elemento de cada uma das diferentes equipes de pastoral e de movimentos, existentes na Comunidade e, com eles, formar a Equipe Vocacional Paroquial. Tais representantes sejam, de preferência, escolhidos pelas próprias pastorais. 4.1.8 Organização Interna 1. Cada pessoa da Equipe tenha claro: Os objetivos do trabalho a desenvolver; as funções de cada membro da Equipe; o modo como vão trabalhar (os membros da Equipe como também a Equipe inteira); os campos de ação das pessoas e do grupo; os deveres e compromissos de cada pessoa e da Equipe inteira; 2. Um mínimo de organização interna: Organizem-se, elegendo uma “diretoria”: Coordenador, Vice-coordenador, Secretário – 1º e 2º , Tesoureiro; 3. Tarefas específicas e bem definidas serão assumidas por todos os membros da Equipe, por ocasião das reuniões: preparação das celebrações, organização de promoções, visitas a vocacionados, correspondência... etc; 4. Manter contínuo laço de amizade: com o Pároco; com o CPP, no qual deverá haver um representante da EVP; com a Equipe Eparquial de Pastoral Vocacional, que coordena e anima todas as EVPs da Eparquia; 5. Haja um livro de atas. 6. O tesoureiro mantenha em dia um Livro-caixa e preste contas nas reuniões mensais. 4.1.9 Dinâmica Interna 1. Ter sempre bem presente os objetivos, geral e específico, das EVPs como se verá a seguir. 2. Planejar ou programar as atividades do ano. O segredo de uma EVP está no: planejar, realizar, rever.“Planeje o seu trabalho e trabalhe o seu plano”, é o grande lema! 3. Reuniões mensais para rever e avaliar o mês que passou; prever e planejar as atividades seguintes . 4. No final do ano: rever e avaliar o ano que passou; avaliar o desempenho dos membros da Equipe Coordenadora, renovando ou confirmando as funções (votações secretas podem ser muito úteis) ; planejar o ano seguinte. 5. Elaborar o relatório anual: Para as assembléias anuais de Pastoral Vocacional. 4.1.10 Atividades da Equipe Vocacional Pastoral O trabalho mais importante da EVP é levar todos os fiéis a participarem das atividades vocacionais: 4.1.10.1 Na área da oração - Trata-se de Missas, Horas Santas, Vias-Sacras, Celebrações da Palavra, Retiros, divulgação de orações, organização de grupos de oração, Vigílias Eucarísticas com grupos de jovens, adolescentes, em dias especiais: sempre com um tema vocacional. - Dar atenção especial ao Dia Mundial de Oração Pelas Vocações (4º Domingo da Páscoa - do Bom Pastor). Não esquecer a carta do Papa e divulgá-la. - Animar com empenho o Mês Vocacional. Planejar tudo: desde a abertura até o encerramento. - Preparar intensamente as Ordenações e as Profissões Religiosas (anúncios, artigos, cartazes, visitas às escolas, tríduos, novenas). - Dedicar atenção aos diversos aniversários: Ordenação, Profissão Religiosa; e aos jubileus de prata, ouro ou de diamante. As atividades de formação são múltiplas: Cursos, catequeses, instruções nas celebrações, caminhadas com instrução, festivais de música, concursos de cartazes, poesias, teatros, tríduos, boletins, programas de rádio, visitas às escolas, encontros com outras pastorais, folhetos, divulgação de livros, biblioteca vocacional, grupos de reflexão de famílias, gincanas, filmes, pregadores especiais, clubes vocacionais, plantão de Orientação Vocacional. 4.1.10.2 Na área do chamado direto - “Chamar” é decisivo na Pastoral Vocacional. Jesus chamou e escolheu. - Não esperar que alguém se apresente. O Papa manda chamar, e chamar sem medo. “Ide pessoalmente aos jovens e chamai”. - Chamar sem temer a decepção da negativa. - A quem chamar? Não qualquer um! Sim, aquelas pessoas que mostram sinais de vocação: prontidão em servir, engajamento pastoral, espírito de equipe, facilidade em partilhar, amor à Eucaristia, gosto pelas coisas de Deus... É claro que estes sinais não devem existir já todos e desenvolvidos. Para isso deverá haver o acompanhamento vocacional, a formação. . - Chamar não só os Simões, mas também os Saulos: aqueles jovens que são zelosos, corajosos e sinceros, ainda que não participantes dos nossos grupos e Igrejas. Fazer como Jesus fez com Saulo... - Chamar pelo nome...; De nada servem chamadas gerais. A vocação é questão de pessoa a pessoa. Todos devem chamar (padres, religiosos, catequistas, agentes, a comunidade). 4.1.10.3 Na área da colaboração financeira - O sentido das atividades financeiras: têm diretamente aplicação pastoral. - Visam: a formação dos futuros padres e religiosos (as); a manutenção dos seminários; - a sustentação da própria EVP; - A experiência mostra que a vida toma sentido novo e cheio de alegria quando as pessoas podem se doar para serviços da Igreja, seja em festas de barraquinhas, ou em outras promoções beneficentes; - Quando faltam as atividades materiais, há muitos que se sentem inúteis, perdem a alegria de servir e se dispersam. - Sugestões de atividades financeiras: Carnês, coletas, chás, barracas, momentos esportivos, espetáculos artísticos, leilões, almoços, macarronadas, bazares, coletas de gêneros alimentícios, bingos, brindes, etc; - Prestação de contas: Os doadores têm direito de saber o que foi feito com suas doações. Isto os anima a continuar ajudando. 4.1.11 Espiritualidade da Equipe Vocacional Pastoral - É como uma chama acesa que indica: Sinal de vida e de presença de alguém; Sinal de motivo para o ser e o agir; Sinal de comunidade de fé viva. - A dinâmica e a fecundidade da EVP se mede pelo nível de espiritualidade dos seus membros. - Sem espiritualidade as pessoas se indispõem com as outras e procuram interesses pessoais; o grupo perde o sentido de agir, desanima, se divide, não é eficaz, se acaba. - O sustento da vida espiritual é a oração assídua, vida sacramental, a Palavra de Deus, Jesus, como modelo, visão e vida eclesial. - A EVP precisa de retiros, momentos de oração e de escuta do Senhor. - A leitura espiritual, individual ou comentada em grupo, muito ajuda os membros da EVP a manterem uma espiritualidade viva. 4.2 Equipe do Movimento Eucarístico Juvenil – MEJ A Cruzada Eucarística é uma parte do Apostolado de Oração. Pode-se dizer que é o Apostolado de Oração Mirim. É formado de crianças que fizeram a primeira comunhão. 4.2.1 Movimento Eucarístico Juvenil O Movimento Eucarístico Juvenil ou Cruzada Eucarística é o “exército de elite” de crianças e adolescentes unidos na oração, no sacrifício, na comunhão eucarística e no apostolado, para ajudar a expandir o reinado de Cristo na família, na comunidade, na escola, enfim no mundo. É a primeira fonte de vocações, pois as crianças também evangelizam. A Cruzada se compõe de crianças que já fizeram a sua primeira comunhão. É ser um menino uma menina que ama Jesus e os outros colegas, é ser um cruzado modelo que quer irradiar a verdadeira vida da Cruzada Eucarística, é ser decidido naquilo que faz e que deseja fazer em prol do crescimento do reino de Deus. 4.2.2 Finalidade O fim a que se propõe o Movimento Eucarístico Juvenil é formando os apóstolos da cruzada é despertar ainda mais a amizade e o amor por Jesus Cristo - Rei, tendo uma missão e uma responsabilidade num campo de ação que esteja ao seu alcance e permanecer no meio das alegrias e conquistas apostólicas. Pela sua consagração, o cruzado torna-se o apóstolo de Jesus Cristo (Cristo Rei), e como tal deve dedicar-se ao apostolado, isto é, deve interessar-se pelos interesses de Jesus, assim como fizeram os doze apóstolos. O que significa ser apóstolo? Apóstolo significa: enviado — os apóstolos foram escolhidos por Nosso Senhor Jesus Cristo, foram homens que Jesus enviou: “Ide, ensinai e anunciai o evangelho a todos os povos...” 4.2.3 Exercício do Apostolado O cruzado deve exercer o seu apostolado em toda a parte, mas há lugares muito especiais de apostolado, como: igreja, escola, colégio, casa, rua. Vocês podem perguntar: mas como exercer o apostolado nesses lugares? - Na igreja: através de um comportamento exemplar. O cruzado deve convencer-se da presença real de Jesus Cristo e por isso comportar-se na oração. - Na escola: talvez o cruzado não seja o primeiro nos estudos, mas quanto ao comportamento, deve sempre ter com os colegas amabilidade e muita caridade. Não deverá jamais envergonhar-se de se dizer cruzado. - Em casa: obedecendo sempre ao chamado de seus pais e seus irmãos mais velhos, ou mesmo ajudando o seu irmão mais novo no que ele precisar, mesmo que isso lhe custe sacrifício. (tempo livre). - Na rua: não maltratando os outros, não criando casos e nem problemas com as outras pessoas. 4.2.4 Atitudes Fundamentais do Movimento Eucarístico Juvenil O Projeto-Homem, o Homem-Eucarístico supõe atitudes que ajudam o jovem a conhecer e seguir a Jesus Cristo: 1ª O Oferecimento Cotidiano – Santidade e viver a vontade do Pai, dentro da nossa vida. Santidade é buscar a vontade de Deus, em cada momento do dia-a-dia. Cristo e Maria assim o fizeram. Jesus repetia constantemente: “A minha vontade é fazer a vontade do Pai”. O nosso Oferecimento diário faz o pequeno-grande milagre, espiritualizando toda a nossa existência. Dom Marcos Barbos, poeta e escritor, escreve: Varredor de ruas, tu varres o Reino de Deus! 2ª Ler o Evangelho – Para o jovem do MEJ, o Evangelho é mais que um livro, é uma pessoa: Jesus de Nazaré, Deus e Homem. O Deus que é Palavra, se faz carne, “habitou entre nós” e, antes de morrer e ressuscitar, se faz Pão, para viver sempre conosco. Ler o Evangelho, cada dia, significa olhar Cristo, dentro dos olhos, para proceder como Ele. Ler o Evangelho, significa acolher a Palavra de Deus e transformá-la em vida. 3ª Viver a Missa – A identidade do jovem do MEJ é tornar-se Eucaristia. De fato, na Eucaristia, Jesus se expressa em traços bem característicos que nos encontram e colocam dentro de nós um imenso desejo de viver como Ele. Quando o (a) jovem do MEJ “parte o pão”, na Eucaristia, é chamado a confrontar seu próprios estilo de vida de Jesus. 4ª A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus – o culto ao Sagrado Coração de Jesus tem raízes no Evangelho e é recomendado constantemente pela Igreja. O Coração de Jesus está no centro do cristianismo. 5ª Devoção ao Divino Espírito Santo – Ofertar a existência a Deus, num serviço ao próximo, é dom do Espírito Santo. Ter um coração cheio de bondade e amor, como o de Jesus, é dom do Espírito Santo. Irradiar a alegria Pascal, num século descrente, materialista e violento, é dom do Espírito Santo. A devoção ao Espírito Santo é um dos segredos da eficácia apostólica e crescimento espiritual. 6ª A Devoção a Maria Santíssima – João Paulo II avisou: Cristão que não é mariano, não é bom cristão! A presença da mãe ajuda o desabrochar afetivo e harmonioso do filho, da filha. Maria nos ajuda imensamente em nosso crescimento espiritual em nossa vida apostólica. Ela é a Rainha dos Apóstolos. 7ª A nossa união com o Papa – Para que a Igreja possa cumprir sua missão, unindo todos os homens com Cristo e entre si, faz-se necessário que os membros do Apostolado da Oração – adultos e jovens promovam entre si e nos outros a vontade sincera de sentir com a Igreja Universal, participando de suas solicitudes e fazendo o oferecimento diário por aquelas intenções, que o Papa propõe cada mês através do Apostolado da Oração. 8ª Amar os irmãos – Para o (a) jovem do MEJ, ser Eucaristia significa “Ser amor” para seus familiares, seus amigos, enfim, todos no dia-a-dia de sua vida. “Ser amor”: um por todos, um grande amor sem condições. E ainda “partir sua vida”, fazendo-se servo de todos. O (a) jovem do MEJ continua a Eucaristia de Jesus: coloca-se a serviço do homem, a serviço do mundo. 9ª Ser o 13º Apóstolo – É a quarta atitude que ajuda a tornar-se Eucaristia. Jesus procura amigos, que desejam dedicar-se aos outros, dando preferência – como Ele mesmo fez – aos últimos, aos que estão sós, aos marginalizados. Jesus escolhe o jovem do MEJ para ser o 13º apóstolo, continuando sua própria missão entre homens de hoje. 4.2.5 Principais obrigações de um membro do MEJ Fazer a devida preparação para ingressar no grupo; Fazer diariamente o oferecimento do dia; Rezar cada dia um Pai Nosso e dez Ave-Maria em honra a nossa Senhora; Comungar seguidamente (ao menos uma vez por mês); Assistir em particular das reuniões e demais atos da cruzada; Usar o distintivo da cruzada (fita ou medalha); Rezar com fervor antes e depois das refeições, de manhã, à noite fazendo a consagração a Nossa Senhora e o exame de consciência; Fazer algum sacrifício durante o dia, isto é, aceitar com amor os pequenos sofrimentos, aceitando até aquilo que não agrada, por amor a Jesus e pelas almas que estão distantes de Deus. 4.3 Equipe da Pastoral Familiar 4.3.1 Pastoral familiar Família, fundação divina. Desde a criação do mundo a família ocupa um lugar fundamental e insubstituível no Plano de Deus. Família, coroação de toda a criação (Gn 1,26-31). O dom da vida tem seu início na família. É na família que esse dom é mantido - material e espiritualmente - e não podem ser separados. Na família o ser humano começa a desenvolver-se, como pessoa na sua dignidade; como filho de Deus; apto para a convivência na sociedade; para manter seu corpo físico e vida espiritual; para ser feliz no encontro com, Deus. Podemos dizer que a família é a fonte da realização do ser humano é também o templo de Deus onde Ele deposita o dom da vida. Família, tão preciosa no Plano de Deus, que até o Filho de Deus iniciou a vida histórica dentro dela. Família é também a fonte de onde emana a futura humanidade, o Povo de Deus. Estamos numa época onde os valores da família estão sendo rejeitados e menosprezados. Se combate a instituição da família através dos meios de comunicação, como: T, Internet, revistas, jornais, propagandas, músicas, modas, estampas, etc. Como as doenças físicas atacam o corpo e, se não forem sanadas, acabam a matar o corpo físico. Assim também as doenças morais atacam os valores da família e se não forem combatidas poderão trazer grandes catástrofes para a humanidade. Por esses motivos, é necessário urgentemente uma pastoral familiar, para se opor aos contra valores que estão, minando e poderão destruir a família. Esta pastoral deve abranger toda a caminhada da Igreja, com uma nova e fervorosa evangelização, envolvendo todos os grupos, celebrações e serviços paroquiais. Para que esta pastoral e caminhada da Igreja funcione, é necessário de agentes preparados para se incumbir com tal pastoral. Estes agentes: sacerdotes, religiosas e leigos serão preparados para que possam assumir a tão urgente tarefa evangelizadora na vinha do Senhor. 4.3.2 Objetivo É evangelizar as famílias, para que estas sejam evangelizadoras no seu lar, ambiente e paróquia, conduzindo os membros da família no espírito de amor, serviço de partilha, esperança, fé, formando um povo fiel a Deus no seu plano salvífico. Formar casais formadores e verdadeiros catequistas conscientizados, ativos na ação evangelizadora. Casais que sejam testemunhas na vivência do Sacramento do Matrimônio. Casais que cumpram dignamente a sua vocação de gerar e educar os filhos que sejam cooperadores de Deus na co-criação do mundo. 4.3.3 Orientações gerais Este Plano é destinado para os agentes da pastoral familiar. Com a graça de Deus, a Igreja pós conciliar, pede para que todos: sacerdotes, religiosos, religiosas e o povo de Deus, se dediquem com grande fervor na evangelização. Pois, todos os batizados são chamados para a evangelização, cumprindo assim o compromisso do Batismo. Plano da Pastoral Familiar, tem como intuito a formação de agentes na pastoral familiar. Dando condições e oportunidades para que os batizados vivam o compromisso do seu Batismo, cumprindo na Igreja de Cristo, mais concretamente, na paróquia, a missão evangelizadora. E o ponto forte desta Pastoral Familiar, será: Organizar Retiros para Casais, duração de um dia, com as seguintes reflexões e aprofundamento. Proposta para o Retiro. 1. Dignidade da pessoa humana; 2. Comunhão ou aproximação de pessoas; 3. União conjugal; 4. Sacramento do Matrimônio; 5. Família no Plano de Deus; 6. Família - Igreja doméstica - edificação da sociedade. 4.3.4 O que se pretende no Retiro para casais? 1. Conhecimento da dignidade humana, seus valores e importância na vida dentro da sociedade. Pois o valor de toda e qualquer pessoa é fundamental na fé cristã; também é a base para os relacionamentos entre todas as pessoas; por último é a fonte de estímulo para que cada pessoa possa desenvolver suas potencialidades. Daqui surgem a promoção da pessoa, sua dignidade, nasce então o respeito e união entre o casal e filhos. 2. Todo o relacionamento entre os seres humanos tem sua fonte na família. O ser humano, por sua natureza é chamado a conviver com seu semelhante e Deus. Esta relação é o início da catequese. Compromisso da catequese, tem seu início na família, contínua na escola da catequese paroquial. Pais, com seus testemunhos de vida, transmitem aos filhos o essencial de todo o ser humano: Relação com Deus e o homem. É na família que a criança começa a caminhada sob os aspectos, divino e humano. Faltando esse início, será muito difícil recolocar a criança ou o jovem na Igreja, sociedade, como membros sadios para construir o bem e a bondade. Por isso: os pais são os primeiros catequistas. 4. Valorização do Sacramento do Matrimônio. Re-estudar as celebrações matrimoniais colocando a ênfase no Sacramento do Matrimônio. Rever o fato das ornamentações, músicas, para que não ofusquem o momento divino do Sacramento. 5. Há um esvaziamento da vida entre muitos casais e entre os cristãos Através deste estudo se dará uma conscientização evangélica e eclesial do valor da união entre o homem e mulher, chamados a serem a imagem e semelhança de Deus e sacramento da Igreja de Cristo no mundo. 6. Estudar meios concretos para valorização e manutenção da família e seus valores. Estes meios serão: a) formar grupos de famílias que se reúnam, nos seus bairros ou setores, abrangendo: pais e filhos, para pequenas celebrações. Isto poderá acontecer a partir dos grupos dos ícones ou capelinhas; b) Para manter viva a chama dos valores da família, será oportuno formar grupos de familiares ou casais cristãos, com os quais se fará estudos contínuos, para que sejam mais formados na atuação como agentes; c) Incumbir os casais agentes, nos serviços da paróquia, principalmente como guias nas programações, organizações e condução das celebrações religiosas; d) Introduzir, na paróquia, uma Divina Liturgia das famílias, semanal ou mensal. 4.3.5 Comissão para a execução do trabalho - Casal coordenador; - Casal vice-coordenador; - Assistente (sacerdote ou religioso (a)); - Grupo de casais agentes, palestrantes; - Grupo de casais para execução de serviços do encontro. 4.3.6 Pastoral Familiar nos casos difíceis Deus veio unir todos a Ele. Portanto, não rejeita ninguém. Igreja age em nome de Deus. Nos casos difíceis, exemplo, segundo casamento, concubinato, mães e pais solteiros; filhos destas situações; homossexualismo e lesbianismo, a Igreja deve ajudá-los, sem nunca rejeitar nenhum destes. Mesmo que pelo Direito Canônico, quando em alguns casos destes, não podem se aproximar dos Sacramentos da Confissão e Comunhão, eles podem e devem participar nas celebrações, serviços paroquiais, devem ser acolhidos e se confortar com a esperança em Deus. É necessário uma pastoral para estes casos, a fim de: 1. Estudar cada caso e procurar, na medida do possível, chegar a uma resolução; 2.Ver se o Sacramento do Matrimônio é nulo. Se o caso é de nulidade encaminhar para o Tribunal Eclesiástico; 3. Incentivar para que não abandonem a Deus, Igreja, celebração e oração; 4. Para que participem na comunidade paroquial como membros ativos, exercendo serviços; 5. Prevenir outros para que não caiam na mesma cilada. 6. Os que vivem nestas situações, que eles também previnam outros a não entrar nesse caminho; 7. Fazer um retiro para estas pessoas. 4.3.7 Preparação para o Sacramento do Batismo 4.3.7.1 Batismo O Batismo é o fundamento de toda a vida cristã e a porta que nos leva aos outros sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado original e de outros pecados, tornamo-nos filhos de Deus, membros de Cristo e fazemos parte de sua Igreja e da missão dela. Batizar em grego quer dizer: mergulhar na água. Simboliza o sepultamento na morte de Cristo para ressuscitar como nova criatura pela renovação no Espírito Santo. Na cerimônia do Batismo lembramos na hora da Benção da Água toda a história da humanidade: na origem do mundo a água é fonte de vida e fecundidade. No Dilúvio, o sinal da salvação. A travessia do mar Vermelho, saindo da escravidão do Egito para a Terra Prometida. Tudo o que no Antigo Testamento lembra salvação pela água, encontra realização total em Cristo: Batismo no rio Jordão (Mt 3,13). A Eucaristia no jantar sagrado: Jesus fala do Batismo com o qual deveria ser batizado (seus sentimentos como fonte de salvação). A partir de Pentecostes a Igreja celebrou o santo Batismo (At 2,38). Os apóstolos e seus colaboradores oferecem o Batismo a todo o que acredita em Cristo: judeus ou não-judeus (At 2,41; 8,12; 10,48; 16,15; 16, 31-33) Os batizados vestem-se de Cristo (Gl 3,27). Pelo Espírito Santo o batismo é banho que purifica (1 Cor 6,11 ; 12,13). Na preparação para o Batismo nos primeiros anos da Igreja, como a maioria era adulta, havia um tempo mais ou menos longo chamado Catecumenato. Quem se preparava para o batismo chamava-se Catecúmeno (aquele que estava sendo catequizado, ensinado, preparado). Hoje quando um adulto quer se batizar é preparado também de uma forma mais longa. Já ainda nos primeiros tempos começou-se a aceitar crianças para o Batismo. Então seus pais é que se preparavam. Posteriormente surgiram as figuras dos padrinhos para ajudarem os pais cristãos. 4.3.7.2 Objetivos da preparação para o Batismo O objetivo do Curso de Batismo é preparar pais e padrinhos para assumirem conscientemente a missão que ora abraçam ao batizar suas crianças. Renovar em cada participante a fé e o amor em Deus, ampliando os seus conhecimentos sobre a Salvação, a Igreja, os Sacramentos e a Liturgia do Batismo. 4.3.7.3 Objetivo específico da preparação para o Batismo A preparação para o batismo é composta por palestras sobre: A história da Salvação; A história da Igreja; Os sete Sacramentos; O Batismo; A vida na Comunidade da Igreja. Em seguida o sacerdote realiza a Renovação das Promessas do Batismo dos pais e padrinhos, desta forma renovando também o compromisso com a Igreja e a comunidade. 4.3.8 Preparação para o Sacramento do Matrimônio 4.3.8.1 Sacramento do Matrimônio O gesto de uma mulher e de um homem se doarem no amor e formarem família é sinal do amor de Deus para com a humanidade. Portanto isto é um sinal do amor de Deus, é um sacramento. O sacramento do matrimônio é uma responsabilidade de vida mútua assumida por duas pessoas diante de Deus e da comunidade. Devido a grande responsabilidade que se toma diante de Deus e da comunidade que é necessário uma profunda preparação para assumir este sacramento. O sacramento do matrimônio exige uma preparação, que não pode ser somente reduzida a um “curso de noivos”. Pelo fato de compreender toda a vida de um casal, esse sacramento pede que os candidatos venham ao longo de sua vida se preparando. Neste sentido a Igreja insiste que haja uma preparação a longo prazo, (remota), uma preparação próxima (pouco antes do casamento). A preparação em longo prazo. A melhor preparação a longo prazo é o bom exemplo que os filhos recebem dos pais. É no seio da família que as crianças, na sua primeira convivência com os adultos, aprendem as leis básicas do comportamento social e da vida cristã, e despertam para a compreensão e para a vivência do amor concreto que devem experimentar na vivência dos próprios pais. Outro lugar de preparação em longo prazo é a escola. Não basta somente as escolas apresentarem aulas de educação sexual, como se a formação sexual de uma criança ou adolescente pudesse ser comparada ao funcionamento de uma máquina. É preciso educar para o amor. É necessário ter presente que estamos preparando pessoas para serem, no casamento, sinais da Aliança de Deus. Essa preparação não pode estar separada da visão de vocação humana, cristã e matrimonial. A preparação a longo prazo se estende também à pastoral da juventude. Os encontros de jovens são um excelente momento para se insistir no valor do matrimônio. Neste momento também inclui-se o tempo de namoro, onde se procura conhecer a pessoa amada, buscando amadurecer para a vida a dois. Na preparação próxima ao casamento, deve ser ressaltado o noivado, que é o passo mais importante antes de se chegar ao casamento. O objetivo da preparação próxima ao matrimônio é oferecer aos noivos um aprofundamento da compreensão e vivência do amor, bem como de sua celebração sacramental; conscientizá-los mais ainda das suas responsabilidades; capacitá-los de fato para uma opção verdadeiramente adulta, consciente e livre, afim de que venham assumir as exigências de um casamento feito perante a Igreja; e torná-los conhecedores dos meios que disporão para viver a vida matrimonial conforme o ideal evangélico. Como percebe-se que estas preparações para assumir a vida matrimonial não estão acontecendo e um grande número de famílias são destruídas pela desunião se estabeleceu o curso de noivos, onde se pretende apresentar pelo menos o básico sobre a vivência matrimonial e suas responsabilidades. 4.3.8.2 Objetivo do Curso de preparação para o Matrimônio Os cursos de noivos são orientados para noivos e recém-casados e propõe-se a refletir sobre: Conceitos fundamentais sobre matrimônio e família; Programação da vida familiar e tomada de decisões; Paternidade com responsabilidade; Obstáculos à comunicação no casal Conflitos conjugais; A indissolubilidade do matrimônio; Sexualidade, fecundidade e planejamento familiar; Entre outros temas importantes a serem abordados segundo o perfil de cada grupo de noivos. 4.4 Congregação Mariana 4.4.1 Objetivo geral Evangelizar os jovens descendentes de ucranianos, a partir de sua realidade, despertando-os para atuar como agentes de transformação na Igreja e na sociedade, a partir do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja e das tradições cristãs da Igreja Oriental, pelo testemunho de vida, da palavra e da ação concreta, em busca do Reino definitivo de Deus. 4.4.2 Objetivos específicos Ser espaço de formação e reflexão da vida e da prática dos jovens; Desenvolver uma espiritualidade que liberte, descobrindo e revelando o rosto de Jesus presente na história e na vida; Tornar os próprios jovens fermento de evangelização, conscientização e ação no meio dos jovens; Levar os jovens do meio urbano e rural, a assumirem um compromisso de transformação, a partir de sua realidade, animados pela fé Incentivar o surgimento de vocações religiosas e sacerdotais e promover os valores da família cristã; Salientamos que toda a nossa prática pastoral será iluminada pelo Espírito Santo, fundamentada no Evangelho de Jesus Cristo, orientada pelos ensinamentos da Santa Igreja em união e fidelidade ao Santo Padre, Vigário de Jesus Cristo. 4.4.3 Personalidade do Congregado (a) Mariano (a) 4.4.3.1 o que é uma Congregado Mariano? É um cristão católico que busca o crescimento de sua vida, no seguimento de Jesus e de uma grande devoção, reverência e amor filial a Nossa Senhora, assim, esta sempre a procura de sua “santidade pessoal” e do próximo. 4.4.3.2 Por que se chama Congregado? Porque ele “se congrega” a outros animados dos mesmos desejos, sob a direção de um sacerdote, quando houver, ou sob a orientação de um Congregado Mariano já experiente, formando a “Congregação Mariana”. 4.4.3.3 Isto não é ser mais do que os outros? Não. Apenas quer encontrar a sua identidade de cristão leigo engajado, aprendendo a conviver e conhecer a Jesus Cristo, e através desta experiência íntima, deixando-se amar e amando cada vez mais o Deus da vida. Quer ser melhor do que seria se vivesse uma vida comum do católico. Mais ainda, o congregado deseja que todos sejam iguais a ele e até melhores. Ser Congregado não é, pois, ser mais do que os outros, é simplesmente servir a Deus e a Maria Santíssima. 4.4.3.4 Que quer dizer buscar a Santificação? Santificação é a conservação e aumento da graça de Deus em nós, pelos Sacramentos e pela prática cristã. Santidade não é milagrosa, penitências extraordinárias. É sim, o aumento da graça em nós, do jeito que somos e no ambiente em que vivemos, pois os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. A santidade é para todo cristão e muito mais para o congregado. 4.4.3.5 Que quer dizer procurar a salvação e santificação do próximo? O congregado considera irmão todo homem, sem lhe importar a classe social, o credo, ou título, a posição social ou a função. Sente-se responsável e solidário com seus irmãos, principalmente com os mais necessitados. O congregado deve levar o próximo, primeiro: a praticar a religião e a viver na graça de Deus; segundo: a aperfeiçoar sua vida cristã pela prática das virtudes. 4.4.3.6 Por que se diz que o congregado faz isso tudo animado pelo espírito da devoção a Nossa Senhora? Porque pertencemos a uma associação de fiéis leigos com o título: “ Mariana”, mas principalmente porque, como afirmou o Papa Pio XII: “Os Congregados professam uma singular devoção para com a Mãe de Deus e a Ela se ligam pela consagração em virtude da qual se compromete, ainda que não sob pecado, a combater com todo esforço sob a bandeira da Virgem Maria, a perfeição cristã e salvação eterna própria e dos outros”. 4.4.3.7 De onde provem esse espírito de devoção a Nossa Senhora? Provem de nossa conversão diária e principalmente da vivência em nossa vida da fidelidade a nossa consagração. 4.4.3.8 Que é a consagração do congregado mariano? O Papa Pio XII em uma alocução no ano 1945, deixou claro para nós o que é a nossa consagração. Hoje, no início do terceiro milênio, podemos fazer eco às sábias palavras outrora proferidas: “A consagração é um dom completo de si mesmo para toda a vida e para a eternidade. 4.4.3.9 O congregado depois de sua consagração já não pode mais deixar de ser congregado? Pode. Essa consagração não imprime caráter. A consagração não é um sacramento e sim um sacramental, uma via acessória para a nossa santidade. É importante notar que a consagração é uma “promessa” e não “voto” . O religioso por seus votos abandona o mundo, deixa de ser secular; o congregado pelo contrário permanece no mundo, é secular. Então, pode o congregado deixar de ser congregado, sair ou ser afastado da Congregação. 4.4.3.10 Quando o congregado que por justos motivos não puder freqüentar os atos da Congregação? Permanece congregado. Nesse caso, mesmo sozinho deverá ser uma referência para as pessoas a sua volta, fazendo valer seu compromisso na consagração. Se os exemplos arrastam, quem sabe se em breve neste outro lugar estará surgindo uma Congregação Mariana? 4.4.3.11 Esta personalidade católica do congregado está de acordo com nossos tempos? O nosso tempo exige: * a busca da santidade; * a vivência da oração; * a Eucaristia dominical; * o sacramento da reconciliação; *primado da graça (haver dentro das congregações marianas espaço para a oração pessoal e comunitária que é um princípio essencial da visão cristã de vida; * escuta da palavra; * anúncio da palavra; * trabalhar pelo empenho ecumênico; * abrir-se à caridade fraterna; As duas características principais da Congregação Mariana são: a consagração a Nossa Senhora e a obediência ao Santo Padre o Papa. Seu lema é: “A Cristo por Maria”! 4.4.4 Finalidade A Congregação Mariana é uma escola onde os cristãos se tornam comprometidos, dando testemunho, na Igreja e na sociedade, dos valores morais e cristãos que valorizam a dignidade da pessoa, o bem estar da família e a integridade da criação. 4.4.5 Deveres - estar disponível para Deus e dócil ao Espírito Santo; - a santificação pessoal através da Oração e da Eucaristia; - o trabalho apostólico e prática das virtudes cristãs; - amar a Virgem Maria e nela confiar. 4.4.6 Símbolos Bandeira da Congregação - É o estandarte oficial da Associação de fiéis leigos denominados Congregação Mariana. Fita ou distintivo qualquer - representa a consagração individual a Maria Santíssima no ato de sua opção pela vida Mariana. As Congregações Mariana deram à Igreja 107 Santos. Entre os Papas que ocuparam a Cátedra de São Pedro, 23 eram Congregados Marianos, inclusive o Papa João Paulo II. 4.5 Grupo de Jovens 4.5.1 Pastoral da Juventude O conselho Episcopal Latino-Americano, nas sua orientações para a Pastoral da Juventude, define a Pastoral da Juventude como “ a ação organizada da igreja para acompanhar os jovens a descobrir, seguir e comprometer-se com Jesus Cristo e sua mensagem, a fim de que, transformados em homens novos, e integrando a sua fé e sua vida, se convertam em protagonistas da construção da civilização do amor”. A pastoral da Juventude pretende organizar os jovens, participantes da Igreja, aprofundando a sua vivencia na integridade da fé cristã e transforma-los em agentes de evangelização de outros jovens. Quanto aos jovens que não participam da Pastoral da Juventude pretende, traze-los de volta à Igreja, levando-os a uma conversão verdadeira, e para “este filho que estava perdido” (Lc 15), dará uma assistência especial. O compromisso que a nossa Eparquia assume junto à juventude tem seu fundamento no fato de “os jovens exercerem uma influência da maior importância na sociedade moderna. Este crescimento da sua importância na vida social exige deles uma atividade apostólica. Impulsionados pelo ardor da vida e pela atividade exuberante, assumem responsabilidade próprias e desejam participar da vida social e cultural” (A.A. 12). É pensando no jovem como evangelizador do seu próprio meio social é que a Pastoral da Juventude faz uma opção preferencial pelos jovens, pois, “o papel normal desempenhado pela juventude é dinamizar o corpo social, e a Igreja vê na juventude uma enorme força renovadora, símbolo da própria Igreja.” (Puebla, 1170). 4.5.2 Objetivo Na Pastoral da Juventude teremos um objetivo geral que direcionará as nossas ações pastorais, permeado por alguns objetivos específicos do nosso agir pastoral: 4.5.2.1 Objetivo Geral Evangelizar os jovens descendentes de ucranianos, a partir de sua realidade, despertando-os para atuar como agentes de transformação na Igreja e na sociedade, a partir do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja e das tradições cristãs da Igreja oriental, pelo testemunho de vida, da palavra e da ação concreta, em busca do Reino definitivo de Deus. 4.5.2.2 Objetivos Específicos Ser espaço de formação e reflexão da vida e da pratica dos jovens; Desenvolver uma espiritualidade que liberte, descobrindo e revelando o rosto de Jesus presente na história e na vida; Tornar os próprios jovens fermento de evangelização, conscientização e ação no meio dos jovens; Levar os jovens do meio urbano e rural, a assumirem um compromisso de transformação, a partir de sua realidade, animados pela fé em Jesus Cristo; Incentivar o surgimento de vocações religiosas e sacerdotais e promover os valores da família cristã; Salientarmos que toda a nossa pratica pastoral será iluminada pelo Espírito Santo, fundamentada no Evangelho de Jesus Cristo, orientada pelos ensinamentos da Santa Igreja em união e fidelidade ao Santo Padre, Vigário de Jesus Cristo. 4.5.3 Grupos de Jovens (ou de base) O grupo de jovens é o eixo da pastoral, porque criam relacionamentos de irmãos, confrontam a vida com o Evangelho e formam lideranças jovens para um engajamento na Igreja e na sociedade. Não há necessidade de um grupo de jovens ter muitos elementos, pelo fato de que com poucos jovens é mais de formar lideranças. Dentro de uma mesma paróquia poderá haver mais de um grupo de jovens. O grupo de jovens constitui um lugar de crescimento, amadurecimento, formação e realização pessoal e comunitária porque: a) cria laços profundos de fraternidade; b) permite partilhar valores, critérios, pontos de vista; c) ajuda a enfrentar os desafios desta etapa da vida; d) educa para olhar e descobrir a realidade, partilhar experiências e desenvolver os valores da vida em comunidade; e) possibilita encontrar-se e comprometer-se com Jesus Cristo, alimentar-se da palavra e rezar em comum, etc. O grupo deverá ter uma estrutura para funcionar: coordenador, vice-coordenador, secretário, etc. As reuniões de grupo também necessitam de uma estrutura para garantir a serenidade e continuidade no trabalho; 1) oração; 2) ata; 3) cobrança de decisões tomadas em reuniões anteriores; 4) tema de fundo; 5) informe. 4.5.3.1 Para o bom funcionamento do grupo é importante a) a pontualidade; b) distribuição de tempo; c) preparação; d) materiais de formação e dinâmicas; e) avaliação periódica do grupo e um planejamento que projeta o grupo para alem da próxima reunião; os grupos tem vários modos de ser, mas todos eles passam por etapas até chegar a ser um grupo maduro. Afinal, o grupo de jovens não nasce pronto, mas precisa ser preparado, até que passe por sucessivas etapas de crescimento. 4.5.4 Formação A evangelização dos jovens terá sucesso na medida que responda às necessidades e aspirações dos mesmos. Por isso, é importante que a nossa pastoral não seja realizada de forma abstrata, mas dentro de um contexto de vida mediada por um acompanhamento. Optamos por uma formação integral que responda às três dimensões fundamentais da vida do jovem que precisam ser cultivadas: a)dimensão psico-afetiva: afetividade, relações humanas, autoconhecimento; b)dimensão mística: espiritualidade, aprofundamento bíblico e teológico; c)dimensão política: consciência critica, visão histórica, aprofundamento nas ciências sociais, econômicas e políticas; Sobretudo, as dimensões da formação integral levará em conta as deferentes relações que o jovem tem: 1)relação consigo mesmo – dimensão da personificação; 2)relação com os outros – dimensão da integração grupal e comunitária; 3)relação com a sociedade – dimensão sociopolítica; 4)relação com Deus – dimensão mística e teológica; 5)relação com a ação – dimensão metodológica e de capacitação técnica; Trabalhando com a visão de dimensão evitaremos de impor uma formação que enfatize apenas o aspecto psicológico, o espiritual ou o político. 4.5.5 Espiritualidade A espiritualidade que assumimos é a mesma que caracteriza a pastoral da Juventude do Brasil, que tem como características: - espiritualidade do cotidiano: encontrar Deus na vida; deus é conosco (Is 7, 14) e ficou presente na história (Mt 25, 31-46); - espiritualidade do seguimento de Jesus vivo e presente: viver como Jesus viveu. O caminho é a cruz (Mc 8, 34-38) e s atitudes fundamentais são o serviço e a partilha (Jô 13, 1-16 e Mc 10, 17-23); - espiritualidade litúrgica e celebrativa: alegria e esperança se manifestam especialmente na celebração e na festa; os sacramentos são a grande festa da vida: celebram a memória do acontecimento pascal de Jesus e os momentos mais significativos de sua vida; - espiritualidade leiga e missionária: anuncio e compromisso; “Senhor, a quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68) e “temos que anunciar o que temos ouvido” (1Jo 1,1); - espiritualidade da opção pelos pobres, pelos pequenos e excluídos: “uma identificação cada dia mais plena com o Cristo pobre e com os pobres, em uma clara e profética opção preferencial e solidária com os pobres” (P. 1140 e 1134). - espiritualidade mariana: Maria, jovem, mulher, mãe; Maria a primeira seguidora de Jesus (Lc 1,45); nela Deus se faz carne e história; a jovem mãe de Jesus é sinal de ternura de Deus e expressão da dimensão feminina de sua obra salvadora. - espiritualidade martirial: dar a vida; “o discípulo não pode ser maior que o mestre. Se me perseguiram, perseguirão também a vocês” (Jo 15,20; Lc 21, 12-13; Jô 16,2); 4.5.5.1 Meios para promover a espiritualidade juvenil a) leitura e reflexão da palavra de Deus: b) a vida comunitária; c) oração pessoal e comunitária; d) os testemunhos de sanidade; e) a religiosidade popular (romarias, novenas, terço, etc.); f) o acompanhamento pessoal; g) o compromisso com a transformação da realidade; h) as celebrações litúrgicas e os sacramentos; Sobretudo, a Espiritualidade da pastoral da Juventude é expressa e fundamentada em quatro eixos essenciais: Palavra de Deus; Celebração dos mistérios de Deus; Vivencia do amor e da alegria; Ecumenismo. Devemos privilegiar os momentos fortes de espiritualidade (festas marianas, festas do padroeiro, romarias, missões, retiros, etc.), a fim de fortalecer a opção fundamental do jovem. Para isto, devemos descobrir formas próprias de os jovens celebrarem os sacramentos da Igreja, conservando as prescrições litúrgicas e sua simbologia de um lado e a própria realidade vital do jovem de outro. Devemos buscar uma espiritualidade que favoreça uma opção consciente à pessoa, à mensagem e ao seguimento de Jesus Cristo, tendo em vista uma pedagogia espiritual que possibilite aos jovens um engajamento consciente na vida eclesial. Os jovens devem conquistar espaço nas celebrações litúrgicas em suas comunidades e dentro disto promover eventos celebrativos que nos identificam como: praticas religiosas próprias do rito e de nossa Igreja, vigília, retiros, dias de formação e vivencia, cursos bíblicos, etc. 4.5.6 Metodologia Santo Domingo estabelece que “a pastoral da juventude promoverá o protagonismo através da metodologia ver, julgar, agir, revisar e celebrar”, que hoje mais que uma metodologia, é um estilo de vida e uma espiritualidade que vive e celebra a descoberta da presença de Deus na história, a atitude de conversão pessoal contínua e o compromisso para a transformação da realidade. É ele que possibilita a todos encaminharem ações que são frutos de uma constante “reflexão na ação”. Esse método ajuda a relacionar ação e reflexão dando um destaque especial a todo tipo de atividade que transforma a situação em que a pessoa vive e se encontra. 4.5.6.1 Ver É o momento da tomada da consciência da realidade. É partir de fatos concretos da vida cotidiana para não se enredar em suposições nem abstrações e buscar suas causas, os conflitos presentes que os geram e as conseqüências que se pode prever para o futuro. Isso permite uma perspectiva mais ampla, profunda e global que motivará, depois a execução de ações transformadoras direcionadas para as raízes dos problemas. 4.5.6.2 Julgar É o momento de analisar os fatos da realidade à luz da fé e da vida, da mensagem de Jesus e de sua igreja, para descobrir o que está ajudando ou impedindo as pessoas de alcançar sua libertação integral, de viver como irmãos e de construir uma sociedade de acordo com o projeto de Deus. É o momento de interpelar a Palavra de Deus e os documentos da Igreja, deixando que questionem a situação analisada e os pressupostos teóricos que condicionaram a visão do momento anterior. O julgar ajuda a tomar consciência do pecado pessoal presente na vida de cada um e do pecado social presente nas estruturas injustas da sociedade. Julgar exige um conhecimento cada vez mais profundo da mensagem cristã, um ambiente de oração, um dialogo profundo com Jesus Cristo presente na vida dos cristãos e na vida sacramental da Igreja, uma purificação cada vez maior do egoísmo e uma explicitação das razões fundamentais que animam a fé. 4.5.6.3 Agir É o momento de concretizar, em uma ação transformadora, o que se compreendeu acerca da realidade (ver), e o que se descobriu do plano de Deus sobre ela (julgar). É o momento da pratica nova e do compromisso. O agir impede que a reflexão fique no abstrato. Deve-se estar atento para que o que se propõe realizar não seja fruto de intuições momentâneas ou decisões voluntaristas, mas fruto maduro da reflexão realizada. A ação transformadora é antes de tudo uma ação libertadora. Parte das necessidades das pessoas e busca atacar as raízes do problema. Envolve a participação de todos. Não se restringe à esfera do pessoal, mas procura incidir de fato na realidade social. É um processo lento e exige muita paciência. 4.5.6.4 Revisar É o momento da avaliação. Trata-se de verificar o grau de cumprimento do objetivo e a forma de assumir as responsabilidades, de avaliar o processo, de perguntar-se pelas conseqüências das ações que estão sendo realizadas e de encontrar formas de garantir os avanços, superar as dificuldades e continuar avançando. A avaliação é importante, porque sem ela a ação deixa de ser transformadora, não se valorizam os avanços nem se aprende com os erros, não se estimulam novas ações, o grupo pára e morre. 4.5.6.5 Celebrar O celebrar revela e alimenta a dimensão litúrgica e sacramental da realidade (ver), do discernimento da vontade de Deus (julgar) e do compromisso transformador (agir). A celebração fortalece a fé e põe o grupo e seus membros em contato direto com o Mistério central do cristianismo: a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 4.5.6.6 Métodos A pastoral da Juventude tem uma metodologia, mas pode usar diferentes métodos, cada qual com seu objetivo próprio: 1)método da revisão de vida; 2)método da formação experimental; 3)método catequético; 4)método do planejamento pastoral; 5)método da leitura orante da Bíblia; 6)dinâmica grupal, exercícios e técnicas. 4.5.7 Assessoria O assessor, que irá trabalhar com a juventude deverá ser uma pessoa cristã madura, disposta a servir os jovens com a experiência de sua vida, desejosa de compartilhar com eles sua vivência do Evangelho e sua descoberta de Cristo. O assessor não é o dono do grupo, mas deve estar a serviço do mesmo, longe de controlar a atividade dos jovens ou de impor critérios, é chamado a favorecer a iniciativa, ajudar o crescimento, despertar a criatividade, orientar a busca e auxiliar os jovens a olharem a realidade que os rodeia. Para isso necessita ter amplo conhecimento dos jovens e de sua realidade pessoal, familiar e ambiental, saber mais escutar que falar, ter uma base de conhecimento teológico que lhe permita dar orientação. Realiza seus trabalhos com a coordenação, equipe de assessores, pároco, etc., tendo os jovens como protagonistas. Um bom assessor não é somente aquele que realiza curso, mas aquele que tem carisma para trabalhar com a juventude. Entretanto, é necessário que haja cursos na nossa eparquia de capacitação e reciclagem para assessores da pastoral da Juventude. Serão assessores da Pastoral da Juventude, padres, seminaristas, irmãs, catequistas e leigos, tanto adulto, quanto jovens. Todos deverão ter como qualidade: - a maturidade; - a capacidade de crescimento; - o profetismo; - a capacidade de escutar; - o dinamismo; - a presença. 4.5.8 organização e articulação Sem articulação entre si nos diferentes níveis de Igreja, os grupos de jovens se fechariam em uma visão particularista e limitada. Existiriam como fins em si mesmos. Essa articulação permite a troca de experiências com discussões que levam à sistematização de experiências e reflexões a outros grupos, para a preservação da memória histórica. Alem disso, suscita e conduz ao amadurecimento teórico e organizativo. Desta forma, evita a recaída em erros que provocam retrocessos na caminhada. Por isso, é necessário que os jovens de uma mesma paróquia, das paróquias da mesma região, da eparquia em geral, se articulem para que a Pastoral da Juventude realize organicamente sua missão evangelizadora. A pastoral da Juventude só pode ser verdadeiramente pastoral na medida em que estiver articulada com a Pastoral de Conjunto, enraizada nas igrejas locais, e assumir os desafios da respectiva região. No trabalho pastoral, o bispo exerce um serviço de unidade e comunhão. Por isso é necessário estreitar o dialogo na integração com os vários serviços pastorais. A Pastoral da Juventude inserida na Pastoral de Conjunto, tem como quadro de referencias as seis grandes dimensões que dinamizam e orientam todo o agir da Igreja: a) a dimensão comunitária e participativa; b) a dimensão missionária; c) a dimensão catequética; d) a dimensão litúrgica; e) a dimensão ecumênica e do dialogo religioso; f) a dimensão profética transformadora. 4.5.9 Finanças A organização financeira também é importante na formação integral dos jovens para que construam uma nova sociedade de partilha, sem exploradores nem explorados. Mas, para que a Pastoral da Juventude não se torne uma pastoral da mendicância será necessário criar um caixa específico da Pastoral da Juventude, angariando recursos financeiros que serão destinados a formação de assessores, retiros, curso, manutenção dos serviços de articulação da pastoral da juventude. Os recursos serão angariados através de contribuições da eparquia, das nossas paróquias e promoções diversas. Cada paróquia deverá se preocupar com a formação dos seus jovens, incentivando contribuições financeiras na comunidade e promoções a nível paroquial e de grupo de jovens. 4.5.10 Prioridades No nosso trabalho com e para a juventude destacamos algumas prioridade que exigem de nós imediata ação, para que se construa uma base sólida na formação dos jovens, consolide o projeto dos grupos de jovens e venha a fortalecer toda a Pastoral da Juventude. São elas: Levar o jovem a uma conversão verdadeira; Aprofundar a fé da nossa juventude; Tornar os agentes de pastoral elementos de ligação entre a juventude e a hierarquia da Igreja; Formar o jovem na sua integridade, trabalhando também a sexualidade e a afetividade; Trabalhar a espiritualidade, consolidando o projeto de Jesus Cristo na vida do jovem; Manter os jovens na fé católica, evitando a procura pelas seitas ou que, até mesmo, fiquem alheios a religião; Preservar e valorizar o Rito Ucraíno-católico entre as novas gerações; Promover cursos de canto, liturgia, história e cultura ucranianas; Evitar a rotatividade de jovens nos grupos e a evasão dos jovens; Aumentar o elo de ligação entre o mundo jovem e o mundo adulto; Promover os valores da família cristã com cursos sobre temas como casamento, paternidade responsável, educação dos filhos, etc.; Tornar os jovens atuantes na Igreja e na sociedade; Despertar a consciência dos jovens para colaborarem na criação de uma sociedade mais justa e mais fraterna; Incentivar a participação dos nossos jovens nas comunidades, nas obras de assistência social e na política; Publicação de um subsídio catequético-pastoral para a juventude ucraniana; Realização de encontros e assembléias da Pastoral da Juventude; Animação de promoções juvenis; Organização de encontros e assembléias; Preparação de assessores; Estímulo vocacional aos jovens; Serão responsáveis pala animação e execução dos planos da Pastoral da Juventude, todos os membros da Equipe, bem como todos que estejam ligados a Pastoral da eparquia (padres, religiosos, catequistas, assessores, leigos, etc.). 4.5.11 Conclusão O nosso trabalho tem como objetivo contribuir com a nossa Igreja na evangelização dos jovens, mantendo-os unidos, dando-lhes condições e oportunidades de participarem na vida da Igreja, e formando-os para a sociedade. Pois, acima de tudo, acreditamos que a capacidade da Igreja de trabalhar com a juventude é a medida da sua capacidade de se adaptar e ser fermento no mundo da modernidade. O futuro da sociedade e da Igreja depende da capacidade de escutar o que acontece no mundo jovem, de respeitar a sensibilidade própria do jovem, que vive o momento presente, de encontrar novas soluções praticas e de pressentir novos rumos. Trata-se de aprender do jovem e deixar-se evangelizar por ele. No jovem não há apenas contra valores! Ao contrario, há valores novos que, em geral, só o jovem é capaz de criar e desenvolver. O jovem é garantia da juventude da Igreja. Por isso, todos os jovens devem sentir-se acompanhados pela Igreja, e esta, por sua vez, deve sentir-se cada vez mais comprometida em favor da juventude, seus anseios e solicitudes, das suas aberturas e esperanças, para corresponder às suas expectativas, comunicando a certeza que é Cristo, a Verdade que é Cristo, o Amor que é Cristo, mediante adequada formação que é forma necessária e atualizada de evangelização. 4.6 Equipe Catequética 4.6.1 Catequese A catequese é essencialmente uma ação da Igreja, porque é chamada a ser a mestra da fé. A Igreja transmite a fé viva, fonte de vida nova. Agindo assim, ela se revela como Mãe para os seus filhos, renascidos em Deus pela ação do Espírito Santo. Assim, a Igreja leva os homens a formar uma grande família. A catequese é o processo de aprendizagem ordenada da doutrina de Cristo, a cotidiana identificação à sua Pessoa, pelo que a fé se torna madura e assim se forma o discípulo de Cristo. A situação do mundo atual exige que a Igreja conduza seus fieis, aproveitando das melhores meios e formas para evangelizar. (Diretório Catequético da Igreja Católica do Rito Bizantino Ucraniano, Nº 21). 4.6.2 Objetivo Introduzir a pessoa na comunhão com Jesus Cristo. Isto obrigatoriamente leva ao aprofundamento do vínculo com a Santíssima Trindade e, através da Igreja, Corpo Místico de Cristo, com as outras pessoas. Portanto, a catequese conduz ao amadurecimento espiritual em Cristo, à divinização do homem. A catequese deve ajudar as pessoas a conhecer e glorificar a Cristo. A catequese educa, através da liturgia, para uma consciente participação na vida sacramental da Igreja, particularmente da eucaristia. Também educa para a vida moral segundo o espírito das bem-aventuranças, proclamadas no Sermão da Montanha. O ensino da catequese sempre se realiza em uma atmosfera de oração contemplativa da imagem do Cristo-mestre. (Diretório Catequético da Igreja Católica do Rito Bizantino Ucraniano, Nº 22-23). 4.6.3 Programa de catequese 4.6.3.1 Pré- catequese De onde vim? Cuidar da vida; Meus olhos, meus ouvidos e nariz; Minha boca, mão e ombro; Campanha da fraternidade; Páscoa; Perna, inteligência e vontade; Deus é nosso Pai e nós somos todos irmãos; Maria Mãe de Jesus r nossa; Minha família; Família de Jesus; Jesus Amigo especial; Precisamos uns dos outros; Coração de Jesus; Casa de Deus – Igreja; O mundo que Deus criou para nós; As coisas existem para ser repartidas; Bíblia; Sol, lua e estrelas; Terra fogo e vento; Água, semente e árvore; Folhas, flores e frutos; Animais e pássaros; Dia de Ação de graça; Natal. 4.6.3.2 Primeiro ano – Eucaristia O mundo da criança; A criança do mundo e a pessoa; A pessoa imagem e semelhança de Deus; Formação do povo eleito – fidelidade de Deus; José do Egito; Deus suscita um libertador – Moisés – a aliança; O povo de Deus conquista a terra; Samuel e os Reis em Israel; O reino dividido; Exílio; Retorno do Exílio – História da salvação; João Batista – O último e maior dos profetas; Maria de Nazaré, a mãe de Deus; Nascimento de Jesus; Batismo e Missão de Jesus – Epifania; Jesus escolhe seus apóstolos; O sermão da montanha. Parábolas; Os milagres; Os inimigos de Jesus; Jesus em Jerusalém; A última ceia e a oração de Jesus; A morte de Jesus; Jesus Vive; 25 Ascensão e Pentecostes;
Crianças de 9 anos de idade. Pentecostes; Igreja primitiva – A evangelização dos apóstolos, as primeiras comunidades cristãs; Igreja: povo de Deus; Igreja: comunidade de Deus; Igreja: templo do Espírito Santo; A Igreja Instituição: O papa, a diocese, a paróquia. Visão de que é rito na Igreja; A Igreja transmite e ensina os caminhos da fé; O que é a fé; Creio: Resumo da fé cristã; Creio em Deus Pai criador; Creio em Jesus Cristo – Quem é? Jesus salvador – Morte, Ressurreição, Ascensão; Creio no espírito Santo – Santificador; Creio na Igreja: Una, Santa, católica, Apostólica; Creio na Ressurreição dos mortos – na vida eterna; Quais são os meios para vivenciar a fé? Oração, obra de caridade; Caminhando na fé: mandamentos; Amar a Deus acima de tudo; Por que existem ídolos? Outras religiões? Seitas?; Respeitar domingos e guardar dias santificados; Respeitar pai e mãe; Respeitar sua vida e a dos outros. Desejar o bem para o próximo; 6º e 9º mandamento: nós como co-responsáveis pela vida; 7º e 8º mandamento: respeitar o seu e o que é do outro; O maior mandamento: amar a si próprio e os outros. 4.6.3.4 Terceiro ano – Eucaristia Crianças de 10 anos de idade 1ª Parte – Os Sacramentos Os Sacramentos – definição; Por que sete sacramentos; Batismo; Confirmação ou Crisma; Confissão: pecado - arrependimento; Eucaristia; Matrimônio; Ordem; Unção dos enfermos. 2ª Parte – Os Mandamentos da Igreja Os benefícios que recebemos da Igreja; Guardar os dias santificados; Domingo: importância e necessidade em participar da Santa Missa; Quaresma. O que é? Sua Importância; Importância da vivência em paz com o próximo e com Deus. Confessar-se frequentemente; Momento oportuno na Igreja para reflexão. Necessidade de evitar oportunidade para o pecado. Importância de boas leituras e bons programas de televisão; Sua colaboração com a Igreja: dízimo. 3ª Parte – Ano Litúrgico O que é ano litúrgico? Para que servem os dias santificados; Natal; Páscoa; Dias santificados: em louvor ao Senhor; Virgem Maria; Dias dedicados aos santos. 4ª Parte – Santa Liturgia O que é Santa liturgia? Lembrança-sacrifício-banquete-refeição; Explicar a estrutura da liturgia; Importância da Santa Comunhão em nossa vida. 4.6.3.5 Quarto ano – Perseverança Crianças que já fizeram a primeira comunhão; Bíblia palavra de Deus. Antigo e Novo Testamento; Chefes do povo escolhido: patriarcas; Escravidão para a salvação: Moisés, Aliança; Organização política do povo eleito em Israel: Juízes e Reis; Organização religiosa. Templo; Profetas e Israel; Escravidão babilônica; Volta. Reconstrução do templo; Anúncio da vida de Cristo: João Batista; Maria eleita por Deus; Batismo de Jesus. Nós filhos de Deus. Herdeiros do Reino; Cristo organiza o povo: Apóstolos, discípulos. Importância dos grupos na Igreja: Cruzada Eucarística, Congregação Mariana, Apostolado de oração, outros; Ensinamentos de Jesus. Parábolas, milagres; Bem aventuranças: importância da riqueza espiritual. Virtudes; Reação ao ensinamento de Jesus Cristo. Paixão-morte e ressurreição; Pentecostes: nascimento da igreja. Sua missão e desenvolvimento. Sua importância histórica; A Igreja está presente pelo mundo todo. Organização. Papa-bispos-padres-comunidades religiosas, institutos de vida consagrada; Igreja particular: Diocese-Eparquia, paróquia; Ritos na Igreja; Igreja na Ucrânia. Igreja ucraniana no Brasil; As grandes religiões no mundo. Seus fundadores e início; Minha igreja. Igreja de Cristo. Igreja Católica; Vocação na igreja. O que é vocação consagrada?; Família: berço da fé; Missão do cristão na igreja hoje; Orações principais saber de cor, cantos da igreja, missa cantada, celebrações religiosas, etc. 5. Equipes Pastorais 5.1 Equipe da Pastoral do Dízimo Kan. 25 § 1. Virni zobov’]zani zaradΩuvaty potrebam Cerkvy, wob vona mala zasoby neobxidni dl] os]hnenn] vlastyvyx j cilyj, holovno dl] vykonuvann] bohosluΩinq, zdijsn[vann] sprav apostolqstva ta l[bovi, a takoΩ dl] toho, wo koneçne dl] naleΩnoho utrymyvann] sluΩyteliv. § 2. Vony rivno Ω zobov’]zani pidtrymuvaty soci]lqnu spravydlyvistq, a takoΩ, pam’]ta[çy pro Hospodnij nakaz, podavaty dopomohu bidnym z vlasnyx prybutkiv. (Kodeks Kanoniv Sxidnyx Cerkov, Proholoßenyj Ivanom Pavlom II, Vydavnyvtvo OO. Vasyli]n, Rym, 1993). 5.1.1 Dízimo É uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos auferidos, que todo batizado deve assumir como sua obrigação - mas também seu direito - em relação à manutenção da vida da Igreja local onde participa. Segundo a Sagrada Escritura, o dízimo é a décima parte recolhida como taxa. No Antigo Testamento (AT), aparece recolhida como taxa religiosa; a prática religiosa é não limitada a Israel; o dízimo pago por Abraão a Melquisedec (Gn 14,20), e prometido a Iahweh por Jacó (Gn 28,22), pode representar antigas práticas de culto. A citação certamente mais antiga do dízimo é de Am 4,4, que menciona o dízimo pago em Betel. A lei do Dt 14,22-29 (Cf. Dt 26, 12-15), prescreve o dízimo anual de vinho, óleo e primícias. Por dois anos sobre três estes devem fornecer o alimento para o banquete sagrado; no terceiro ano o dízimo vai para os pobres. (McKENZIE, John L., Dicionário Bíblico, Ed. Paulinas, São Paulo, 1983, pg. 243). 5.1.2 As dimensões do Dízimo - Pelo Batismo nos tornamos filhos adotivos de Deus e membros de sua Igreja. - Assumimos desde então o compromisso de fidelidade a Deus e o dever de prestar-lhe um culto de louvor, estabelecendo-se a dimensão religiosa do nosso ser cristão. - Esse mesmo compromisso de fidelidade a Deus exige de nós o cuidado para com o nosso próximo pois não é possível amar a Deus a quem não se vê, se não amamos ao nosso próximo a quem vemos. É a dimensão fraterna ou social do ser cristão. - Ainda pelo mesmo compromisso de fidelidade a Deus somos convocados a proclamar o Evangelho a todos os povos, na dimensão missionária de todo batizado. - Como podemos perceber, toda a ação pastoral da Igreja está envolvida com estas dimensões. Seja a catequese, a liturgia, o cuidado com os doentes, os jovens, os idosos, etc. (A catequese da primeira eucaristia, por exemplo: procura preparar os catequisandos para a recepção da primeira comunhão e de todas as outras que hão de vir. Mas a comunhão só é possível quando acontece com Deus e com o próximo e quando dá sentido à missão de evangelizar que compete a todo batizado. - Assim, também o dízimo que é a retribuição a Deus de uma parte de tudo o que Ele nos dá, contempla essas 3 dimensões quando aplica os recursos partilhados pela comunidade. - Na dimensão religiosa o dízimo deve suprir com recursos, todas as necessidades direta ou indiretamente ligadas ao culto e aos seus ministros. Gastos com o templo - manutenção, salário do padre e dos funcionários, encargos, energia elétrica, água, telefone, impressos, paramentos litúrgicos, velas, vinho, hóstias, equipamentos de som e audiovisuais, etc. - Na dimensão social o dízimo deve suprir as necessidades dos irmãos mais necessitados da comunidade, atendidos pelas pastorais sociais. As nossas pastorais sociais cuidam da promoção do ser humano e neste seu trabalho de misericórdia e compaixão resgatam a dignidade dos irmãos assistidos. - Na dimensão missionária, o dízimo deve sustentar financeiramente as ações de evangelização da comunidade exercidas fora do território da paróquia. Ajuda à Cúria, ao Seminário e às missões de um modo geral. 5.1.3 A inclinação do cristão para o dízimo O Cristão tende a ser dizimista! Essa tendência será tanto mais acentuada quanto maior seja o grau de consciência de sua co-responsabilidade na edificação e sustento do corpo eclesial. Devemos ser, como ensina o Apóstolo Pedro, “pedras vivas no edifício espiritual”(I Pd 2,5), e só a participação regular da vida em comunidade revela ao fiel as muitas carências dos recursos para uma eficaz ação pastoral. Infelizmente é quase geral o conceito que o dízimo é um instrumento arrecadador de dinheiro. Porém, a arrecadação deve ser vista como conseqüência da conscientização e não o motivo principal que move alguém a se tornar dizimista. De fato, se me comprometo a contribuir porque a Igreja precisa - e sabemos que precisa de recursos para a sua ação apostólica, - eu posso ter uma motivação até suficiente, porém imediatista e pouco conforme ao verdadeiro sentido do Dízimo que é o de retribuir a Deus, render-Lhe graças por todos os benefícios recebidos. Se me convenço de que os bens todos são gerados por Deus e colocados a serviço da humanidade e que participando gratuitamente destes benefícios sou movido a retribuir com uma parcela reservada aos “tesouros do templo” (cf. Ml 3,10), é quase certo que o meu grau de motivação será mais profundo e permanecerá ainda quando as necessidades eclesiais não pareçam tão emergenciais e urgentes. Ou seja, o meu dever de contribuir e retribuir a Deus permanece ainda quando as carências imediatas estejam supridas, porque as necessidades na Igreja extrapolam a dimensão religiosa - a mais imediatamente ligada ao culto, - para chegar às dimensões missionária e social, onde os recursos são sempre necessários - ou poderíamos afirmar que não existem carentes a reclamar a nossa solidariedade e ajuda, ou ainda, a missão está concluída e já não é mais necessário evangelizar? As ajudas esporádicas, mesmo quando generosas, não promovem a utilização mais racional e sistemática dos recursos na Igreja. As ofertas nas celebrações, por outro lado, são absolutamente necessárias porque a escritura nos diz: “não comparecerás diante do Senhor com as mãos vazias” (Dt 16,16), porém, não substituem o Dízimo e nem são por este substituídas. As ofertas, profundamente enraizadas no ato de cultuar, são também frutos do trabalho do homem associadas às oferendas do pão e do vinho no Ofertório da Missa, de tal sorte aquele que não se aproxima do altar fazendo sua própria oferta, ainda que a entrega de si mesmo, não participou plenamente do ato sacrifical realizado. O Dízimo, por sua vez, está ligado à vida quotidiana da Igreja, da qual cada dizimista faz também parte, e objetiva ser um combustível que a dinamiza e expande. Todos os recursos obtidos, de uma ou de outra destas formas não excludentes entre si como já se salientou, destinar-se-ão sempre a gerar os melhores mecanismos para a Evangelização, quer sejam aplicados diretamente na paróquia, quer se apliquem nas missões ou no suprimento de carências sociais da comunidade. Se participar é contribuir e se contribuir é participar, através do Dízimo praticamos ambas as ações. Portanto, é próprio do cristão e do cristão católico em particular, assumir a condição de dizimista em sua comunidade de fé. 5.1.4 Reflexões sobre a Pastoral do Dízimo Então a Pastoral do Dízimo deve ser constituída para arrecadar dinheiro para a Paróquia? Embora a conseqüência natural da implantação do dízimo seja um crescimento na arrecadação paroquial o objetivo da organização da Pastoral do Dízimo nunca deveria ter essa conotação de resolver o problema de caixa da paróquia, mas conscientizar o paroquiano da sua responsabilidade com a comunidade da qual faz parte. Nesse caso, o que justifica a organização da Pastoral do Dízimo na paróquia? Sabemos que a Eparquia tem um Plano de Pastoral e que em, certa medida, tudo o que acontece ao nível da Eparquia/Diocese deveria acontecer na paróquia. Logo, todas as pastorais que existem na eparquia, ou ao menos aquelas possíveis em cada paróquia, deviam ali existir. O bom desempenho pastoral na Igreja depende do harmônico funcionamento das diversas pastorais e a Pastoral do Dízimo tem o seu papel importantíssimo na Pastoral de Conjunto. Qual é a importância da Pastoral do Dízimo para a Paróquia? Para que aconteça uma Pastoral de Conjunto dinâmica e atuante é necessário que todos contribuam. A participação não é meramente financeira mas implica também na doação pessoal à comunidade de tempo e talentos. A Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo tem preponderantemente o papel de conscientizar cada participante da comunidade de sua responsabilidade em contribuir em todos os sentidos para com essa mesma comunidade e toda a Igreja. Quais as tarefas próprias da Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo? O seu papel preponderante é o de ser conscientizadora. Mas há tarefas a serem executadas. Tarefas de cadastro de dizimistas, arrecadação do dízimo ao final das missas, redação e remessa de correspondências diversas aos dizimistas, confecções de cartazes, visitas, participações eventuais nas celebrações comemorativas do Dízimo e muitas outras circunstâncias que podem surgir, sem esquecer de um fator muito importante que é a prestação de contas regulares e periódicas à comunidade das arrecadações e gastos ocorridos. Pelo tipo de tarefas mencionadas parece que somente deveriam ser membros desta Pastoral os executivos, advogados, contadores, secretárias e profissionais administrativos? Se considerarmos apenas as tarefas de organização, cadastro e organização é provável que a resposta seja sim, mas lembremo-nos que a principal função da Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo é o de ser conscientizadora da necessidade de todos serem dizimistas. Se alguém participa regularmente da comunidade pode ser membro da Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo? A condição essencial para ser membro da Equipe Paroquial é a de ser um dizimista consciente, o que implica em freqüência e participação assíduas, independente de status social, intelectual ou profissional. Após todas as perguntas e respostas anteriores não fica ainda a impressão de que a Pastoral do Dízimo seja na verdade uma forma de resolver o problema da falta crônica de dinheiro nas Paróquias? Não. A falta crônica de dinheiro nas paróquias é uma conseqüência. A causa é a falta de conscientização da responsabilidade de todo batizado em participar e cooperar para sustentar a vida de sua comunidade de fé. Onde devo levar o Dízimo? “Então, ao lugar que o Senhor, vosso Deus, escolheu para estabelecer nele o seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: vossos holocaustos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, vossas primícias e todas as ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor”. (Dt 12,11s). O Dízimo pertence a Deus e é no Templo que deve ser entregue, ou seja, na nossa Paróquia onde participamos regularmente. Levar um auxílio a um pobre, fazer um donativo a uma instituição beneficente são obras muito boas e agradáveis a Deus mas não são Dízimos e não nos isentam de contribuir com o Dízimo. Quando devo contribuir com o meu Dízimo? O Dízimo, sendo uma contribuição regular e periódica e proporcional ao ganho de cada dizimista, deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade que acontecem o recebimento desses ganhos. Normalmente costuma ser mensal. Qual deve ser a porcentagem utilizada para o dizimista para definir a sua contribuição? Embora a palavra Dízimo tenha o significado de décima parte, ou dez por cento, cada pessoa deve livremente definir, segundo os impulsos de seu coração, sem tristeza e nem constrangimento, qual seja o percentual de seus ganhos que deve destinar ao dízimo a ser entregue para a sua comunidade. No entanto, a experiência tem comprovado que aqueles que, num passo de fé e respondendo à promessa de Deus em Malaquias 3,10 - optaram pelo dízimo integral dos 10 por cento - não se arrependeram de tê-lo feito e nem sentiram falta em seus orçamentos, ao contrário sentem-se mais abençoados que antes, quando suas contribuições eram proporcionalmente menores. De qualquer modo, cada dizimista deve sentir-se livre diante de Deus para fixar o percentual de sua contribuição. De fato, a liturgia prevê um momento em que somos convidados a oferecer os nossos dons diante do altar do Senhor e nesse momento ninguém deve comparecer de mãos vazias (cf. Dt 16,10.15-17). Oferecemos o que trazemos em nosso íntimo e também fazemos a nossa oferenda material. Não participar desse momento especial da liturgia é não participar da Missa plenamente. Mas quando fazemos a nossa oferta na Missa não estamos isentos de contribuirmos com o nosso Dízimo e nem mesmo de darmos esmolas e praticar outras obras de caridade. 5.1.5.1 Dízimo Como já vimos no conceito, dízimo é a contribuição voluntária, regular e proporcional aos ganhos de cada um com a qual o cristão participa das responsabilidades de manter as atividades de sua comunidade de Fé. Reflete no gesto concreto de partilha, o vínculo que o fiel tem com a sua comunidade. O Dízimo é aplicado em 3 dimensões: - Dimensão Religiosa: despesas com o Culto, com o sacerdote, com o templo. - Dimensão Social: ajuda aos mais necessitados. - Dimensão Missionária: Despesas com a Evangelização fora dos limites da comunidade. Ajuda a outras paróquias e comunidades, obras missionárias. Há muitas passagens bíblicas sobre o Dízimo, uma das principais é o texto de Malaquias 3,10: (AM 1282) “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário”. Contribuir com o Dízimo regularmente é um privilégio que temos como bons católicos: contribuir com a sustentação da nossa família de irmãos na fé. Isso não elimina os demais atos de caridade que como cristão somos convidados a realizar: a esmola, os gestos de caridade, as ofertas. 5.1.5.2 Ofertas São os donativos entregues durante o ofertório das missas. Está vinculado à Liturgia. No ofertório apresentamos os dons do pão e do vinho que serão consagrados e tornados Corpo e Sangue do Senhor. Ao lado desses dons que apresentamos ao altar do sacrifício Eucarístico somos convidados a doar a nossa vida com tudo o que ela contém: dores, alegrias, o que somos, o que temos. Doamos também algo de nós, um bem material, a oferta em dinheiro, fruto do nosso suor e que destinamos a sustentar o culto a Deus e às preocupações materiais da Igreja com seus próprios gastos e com a ajuda aos irmãos em dificuldade. Por mais piedosa que seja a nossa participação da liturgia eucarística ela não será plena se não participarmos fazendo a nossa oferta. Mesmo quando não temos nenhum valor para ofertar, ainda assim devíamos nos aproximar do altar e fazer a oferta da nossa vida a Deus. Textos Bíblicos: Ecle 35, 6.11-12: (AM 913): “Não te apresentarás diante do Senhor com as mãos vazias;” “Faze todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os dízimos com alegria. Dá ao Altíssimo conforme te foi dado por ele, dá de bom coração conforme te foi dado por ele, dá de bom coração de acordo com o que tuas mãos ganharam. II Cor 9, 7: (AM 1488): “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda a espécie de boas obras.” 5.1.6 Reflexões para a implantação ou Re-implantação do Dízimo O Dízimo é bíblico – é encontrado em muitos livros da Bíblia, desde o Gênesis até as cartas paulinas. No tempo das tribos de Israel, que eram em número de doze, existia a tribo de Levi que servia ao altar e não tinha nem campos para cultivar e nem rebanhos. Devia ser sustentada pelas outras onze tribos que separavam uma parte de suas colheitas e de seu rebanho e entregavam aos levitas, bem como aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas. O dízimo perdeu a sua força na Igreja católica aqui no Brasil, porque até a proclamação da república, os dízimos eram cobrados pelo estado e este repassava à Igreja. Como era um imposto e tinha uma administração falha, perdeu a sua credibilidade e gerou um certo preconceito no meio católico, que perdura até os dias atuais. Mas os bispos do Brasil em épocas recentes, voltaram a refletir nas Assembléias da CNBB e concluíram que o Dízimo é o mecanismo mais adequado para a sustentação das Igrejas em sua tarefa de evangelização. É o melhor sistema porque é bíblico, porque estimula a todos a contribuir, cada um conforme as suas posses e possibilita a eliminação de muitos artifícios de arrecadação que não tem absolutamente nada a ver com a missão de evangelizar da Igreja, como bingos, rifas, bailes, jantares, quermesses e outros eventos sem nenhuma dimensão de espiritualidade. Ainda mais importante, torna possível eliminar paulatinamente as taxas cobradas por ocasião da celebração de missas e batizados. No conceito popular, estas taxas, muitas vezes dão uma idéia, ainda que errônea, de mercantilização dos sacramentos. Se as autoridades da Igreja estimulam a implantação do dízimo nas paróquias, podemos dizer que o dízimo é um direito e também um dever de todo católico em participar e contribuir com a missão da Igreja, da qual cada um é membro. O valor arrecadado através da contribuição do Dízimo é aplicado em três dimensões pastorais, a Dimensão Religiosa, a Dimensão Social e a Dimensão Missionária. Na Dimensão Religiosa, que é a mais diretamente ligada ao culto, o Dízimo destina-se a sustentar as despesas do templo e sua manutenção com água, luz, telefone, material de limpeza, som, bem como os salários dos empregados e do padre e as despesas do altar com velas, vinho, hóstias, alfaias, etc. Na Dimensão Social, o Dízimo destina-se a contribuir para assistir, através das pastorais sociais, as necessidades dos irmãos que tem dificuldades financeiras, doenças, desemprego, etc. Na Dimensão Missionária, o Dízimo destina-se a contribuir para a Evangelização da Igreja, fora do território da paróquia e mesmo do país. Aqui também entram a contribuição à Cúria Diocesana e ao Seminário. Embora o Dízimo não seja uma moeda de troca, sabemos que o dizimista tem a promessa de Deus de retribuir abundantemente a sua fidelidade na contribuição ao Dízimo. É o que nos garante a Palavra de Deus no texto do profeta Malaquias 3,10: “Pagai integralmente o Dízimo aos tesouros do templo, para que não falte alimento a minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor do Exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios dos céus e se não derramo bênçãos sobre vós, muito além do necessário”. Por outro lado, embora a palavra dízimo tenha o significado de dez por cento, décima parte, São Paulo nos ensina que a nossa contribuição não necessita se basear num percentual rígido, o critério para definir o valor do dízimo é o impulso do nosso coração. Devemos contribuir com o máximo que o nosso orçamento possa suportar. Assim, quem pode dar 10% não contribua com menos. Quem puder dar 5% não dê 4, quem puder dar 3% não dê 2. “Dê cada um conforme o impulso de seu coração sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria” II Cor. 9,7. Frases para banners e faixas sobre o Dízimo Dízimo é a soma de gratidão com louvor a Deus; Dízimo – ato consciente, gesto de gratidão; Dízimo – um privilégio do cristão consciente; Cristão responsável – dizimista consciente; O Dízimo é um reflexo da generosidade divina nos mananciais da Igreja; Teu dízimo é fonte de evangelização; Igreja sem Dízimo é Igreja carente; Cristão dizimista é cristão consciente!; O Dízimo não é uma troca com Deus; É nossa resposta de gratidão!; O Dízimo é o fruto; Dízimo é atitude de comunhão; O Dízimo é a porção separada e singelamente ofertada ao Divino doador; 5.2.1 Pastoral Litúrgica Pastoral Litúrgica é o modo de organizar todas as celebrações da comunidade paroquial, visando a formação litúrgica, a preparação para acontecer a realização das celebrações. 5.2.2 Objetivo Os objetivos da Pastoral litúrgica englobam dois pontos: 5.2.2.1 Equipe litúrgica Equipe litúrgica tem como finalidade organizar todo o trabalho litúrgico da comunidade paroquial: Divina Liturgia, novenas, procissões, celebrações catequéticas e todas outras celebrações 5.2.2.2 Equipe de Celebração Equipes de celebração são encarregadas de fazer acontecer a celebração organizadas pela equipe litúrgica. Trabalham sempre em sintonia com o padre. As preparações devem acontecer com antecedência. Não se admite que antes da Divina Liturgia ou outra celebração, por exemplo, alguém saia pela igreja à procura de pessoas para fazer leituras, cantos, comentários ou coisas do gênero. 5.2.3 Formação A segunda função da Pastoral Litúrgica é a formação. Esta deve ser vista em dois níveis: a daqueles que fazem parte da Pastoral Litúrgica e a de toda a comunidade. Quem trabalha com liturgia precisa ter boa formação: Todos os que fazem parte da Pastoral litúrgica devem encontrar um tempo para estudar, refletir e rezar. Estudar o que é liturgia, o que é necessário e útil para a união com Deus, o que e como celebrar, o que se entende com cada uma das celebrações. Junte-se a isso a reflexão, retiros e a oração, o crescimento espiritual necessário para quem trabalha na Pastoral Litúrgica. Não basta programar bem as celebrações, ler bem ou cantar bonito; o membro da Pastoral Litúrgica precisa de espiritualidade para ajudar a comunidade a fazer experiência de Deus por meio da celebração. Outro tipo de formação necessária diz respeito ao modo de comportar-se e comunicar-se durante a celebração. Por isso requer-se instruções ou cursos que ensinem técnicas para leitores, cantores, dar avisos, etc. Noções básicas de postura, tais como o modo de usar o microfone, de andar, de vestir-se, de animar uma comunidade. Esses passos básicos imprescindíveis na formação litúrgica. Formação litúrgica da comunidade: A formação de toda a comunidade também é necessária. Esta deve acontecer tanto na catequese como na celebração. Serão programados dias ou tardes de formação para explicar o que significa liturgia, sacramentos, ritos etc. Equipe litúrgica ocupa-se também com a catequese da comunidade. É o meio para levar crianças, jovens e adultos a aprender a celebrar liturgicamente. Mesmo durante as celebrações, existem momentos catequéticos, sejam através de palavras, sinais, ícones. Se é verdade que não se deve transformar a celebração numa catequese só, é também certo dizer que em alguns momentos ela se faz necessária, principalmente para ajudar a celebrar melhor. 5.2.4 Preparação Uma das principais tarefas da Pastoral Litúrgica é a preparação das celebrações. A improvisação não deveria ter espaço em nenhuma celebração da comunidade, nem da parte do padre nem da parte das equipes. “A celebração é o espelho da comunidade”: quer dizer, uma comunidade organizada, funcional e acolhedora é refletida nas liturgias. Quando, durante as celebrações, ninguém sabe ao certo o que deve fazer, como deve fazer, e isso transparece em forma de confusão, pode ter certeza de que alguma coisa não está bem na comunidade. 5.2.5 Equipe Litúrgica A equipe Litúrgica é o coração e o ponto de partida no trabalho da Pastoral Litúrgica. É ela quem assume a dianteira na promoção de tudo aquilo que diz respeito à liturgia na paróquia e, até mesmo, nas mais diferentes atividades pastorais da paróquia. É ela quem está à frente para fazer a Pastoral Litúrgica acontecer. 5.2.5.1 Folhetos litúrgicos ou livrinhos Numa tentativa de facilitar as celebrações, algumas paróquias adotam folhetos, livrinhos e outros subsídios em suas celebrações. Do mesmo modo, você pode pensar que é só ler que a celebração acontece. Pior que muitas comunidades agem assim; em vez de celebrar, lêem livros, rezam o terço ou , pior ainda, passam o tempo todo lendo folhetos. Claro que nada disso é celebração. O que os livros litúrgicos trazem, o que folhetos e livretes oferecem são apenas roteiros. Textos que precisam ganhar vida. Textos a serem utilizados numa celebração. Compete à equipe litúrgica providenciar os folhetos, livrinhos. Distribuir ou colocar num lugar estratégico para que a comunidade tenha facilidade de levá-los. Após a celebração a equipe litúrgica recolhe os folhetos ou livrinhos e coloca no lugar destinado. É aconselhável ter um armário próprio para os materiais litúrgicos. Obs.: O leitor e o padre sempre farão as leituras diretamente da Bíblia, nunca do folheto ou do livrinho. 5.2.6 Pastoral do laço. Isso existe Em termos de improvisação, a pior de todas, para a Liturgia, é a “pastoral do laço”. É o seguinte: quando faltam poucos minutos para iniciar a celebração da Divina Liturgia, por exemplo, alguém sai da sacristia “laçando” pessoas para fazer comentários, leituras, improvisando avisos de última hora ou comunicados no final da Divina Liturgia. Talvez, uma vez ou outra, alguém “furou” ou ficou doente.... um imprevisto aconteceu. Tudo bem! É compreensível e admite-se que alguém seja improvisado em casos assim. Mas isso deve ser a exceção da regra. 5.2.7 Plano de ação para a Equipe Litúrgica Por plano de ação entende-se o programa que a Equipe Litúrgica se dispõe a seguir no decorrer do ano litúrgico. Neste plano entra também o projeto formativo litúrgico da comunidade e dos agentes da Pastoral Litúrgica. Certamente outros projetos poderão fazer parte de um plano estabelecido a longo prazo. A formação de uma biblioteca litúrgica e o cuidado com a arte litúrgica da comunidade são exemplos de projetos que podem ser colocados em prática com a caminhada da Equipe Litúrgica, mas a longo prazo. 5.2.8 Um plano baseado no calendário litúrgico Um meio para bem estruturar a Equipe Litúrgica é seguir o calendário do ano litúrgico. Este possibilita organizar todas as atividades da equipe no decorrer do ano. Dessa forma, a Equipe Litúrgica poderá Ter um plano de ação que cobrirá todo o ano. Saberá de antemão quais as celebrações que deverá preparar, quando fará encontros de formação, com quem poderá contar nas diferentes celebrações que acontecerão durante o ano. Tudo isso com a única finalidade de evitar o improviso que percebemos em tantas celebrações litúrgicas de nossas comunidades. 5.2.9 Um plano de ação junto com o padre O padre deve ser o primeiro a conhecer o plano e estar a par de tudo o que foi programado. Aliás, é de fundamental importância que o padre dê seu parecer durante toda a gestação do plano pastoral litúrgico a ser executado na comunidade. Pelo fato de o padre ser quem mais sente a liturgia da comunidade – uma vez que está em contato direto com ela todos os dias –, ele deve ser o primeiro interessado nas propostas e prioridades para a Pastoral Litúrgica da paróquia. É verdade que o padre tem mil e uma coisas para fazer e precisa estar em mais uma reunião, em mais um planejamento. Acontece, e os padres concordam com isso, que este é básico. A Igreja insiste categoricamente que a liturgia é o centro de toda a atividade da Igreja. O centro da Pastoral da Igreja. Não dá para deixá-la de lado. Nem mesmo pensar em fazê-la de qualquer jeito. O esforço do padre para que a Liturgia seja bem feita deve existir e ser prioritário. De fato, devemos ter presente que muitos padres não têm tempo para participar de todas as reuniões da comunidade. Mesmo assim, confiam no pessoal da Equipe Litúrgica, dão suas sugestões e fazem seus pedidos. Estão participando. Não como a gente gostaria que fosse, mas pelo menos não são ausentes. 5.2.10 Um plano que envolva toda a comunidade A comunidade paroquial pode dizer algo? Não só pode, como deve dizer algo. Sobretudo, porque a comunidade é o principal sujeito da celebração litúrgica quando está reunida em assembléia celebrativa. Como fazer isso? Muito simples! Basta elaborar uma boa pesquisa de campo. Perguntas breves, mais propostas de caráter opinativo, dão um retorno para ajudar na elaboração do plano de ação da Equipe Litúrgica. Não fazer essa pesquisa nas Missas, mas nos dias de formação e encontros da comunidade. 5.2.11 Coroinhas São crianças que participam do ato litúrgico com conhecimento de cada parte da celebração. São crianças e jovens que encontram o seu espaço para servir a Deus nas celebrações. Os coroinhas ajudam o padre a celebrar a Divina Liturgia e outras celebrações da Igreja. Os coroinhas também são os evangelizadores de outras crianças através de seu testemunho e convivência. A preparação dos coroinhas deve ser feita por uma formação constante através de teoria e prática, onde cada espaço dentro e fora da igreja, que esteja ligado as celebrações, é estudado para plena consciência de sua importância e uso nos atos litúrgicos. Assim também ocorre com o estudo e uso de todos os objetos litúrgicos, paramentos (roupas) e símbolos litúrgicos. 5.2.11.1 Quem pode ser coroinha? O que é necessário? Toda criança que participa na catequese e jovem até 16 anos, e que já tenha feito a primeira comunhão. É necessária a freqüência nos encontros de formação que ocorrem aos sábados ou domingos, ou outra data estabelecida pela coordenação. As crianças não tem despesas para a confecção das túnicas, pois estas pertencem a comunidade; porém os pais e responsáveis que puderem auxiliar de forma financeira ou no serviço da confecção de novas túnicas, estarão prestando uma ajuda para comunidade. Aos 16 anos os coroinhas tem a oportunidade de ingressarem em outros serviços pastorais programados pela coordenação catequética, como por exemplo: na pastoral da liturgia, como auxiliar na pastoral da criança, auxiliar da catequese, auxiliar de sacristia ou até mesmo auxiliar da coordenação da pastoral dos coroinhas e ser futuramente um coordenador da pastoral. Em todas estas pastorais os seus conhecimentos litúrgicos serão muito úteis para o trabalho pastoral e a própria vivência e participação na comunidade. 5.2.12 Sacristão Um dos ofícios e ministérios mais importantes nas comunidades e nas igrejas é o do sacristão ou da sacristã. Trata-se, frequentemente, de um serviço discreto, embora decisivo para o funcionamento da paróquia e para o desenrolar da Divina Liturgia e outras celebrações. O seu protagonismo não é tão visível e sensível como o do leitor, dos coroinhas e, muito menos, o do presidente. Mas, sem ele, esses ministérios não atuam digna e eficazmente. São eles que chegam com antecedência na igreja, fazem sua oração oferecendo-se a Deus neste importante serviço, e últimos a saírem da igreja, abre a portas e fecham no final da celebração, acende as luzes, prepara os paramentos, o altar, velas, o pão e o vinho, a água, o incenso, os livros no altar, colocam o púlpito para que o sacerdote dali leia o Evangelho, organizam as procissões, recolhem os dons (coletas), preparam e ligam os aparelhos de som e ajeitam os microfones, no final desligam os aparelhos, colocam tudo no seu devido lugar, apagam as velas, fazem uma breve oração agradecendo a Deus pelo serviço prestado. É, com efeito, um ofício tão discreto, mas importante: quando há não se nota, quando se dispensa faz falta. Pode acontecer que tenham de suprir, até, a falta dos coroinhas, leitor, principalmente acompanhar o sacerdote, com vela acesa, na pequena e grande procissão, na hora da proclamação do Evangelho, na comunhão. Ser sacristão requer, por isso, qualidades e uma preparação ampla e diversificada. Cuidar de tudo quanto é necessário à celebração; criar um ambiente de recolhimento na sacristia, manter limpeza e ordem na sacristia. Guardar as alfaias e os bens culturais da igreja; estar atento e ser zeloso pela limpeza, asseio e ornamentação da igreja; enfim, providenciar para que tudo, na igreja, manifeste amor e reverência para com Deus e seja sinal de piedade, festa e alegria para o povo de Deus. Nem qualquer pessoa serve para sacristão. Não são precisos títulos acadêmicos. Mas com certeza que é preciso preparação, sensibilidade humana, litúrgica e cristã. 5.2.12.1 Qualidades de um sacristão Partindo das qualidades humanas, dever-se-ia dar-lhes formação específica. Há toda uma sensibilidade litúrgica e espiritual que seria favorecida se os sacristães pudessem freqüentar algum curso sistemático, periódico ou intensivo. O sacristão deve saber o andamento da liturgia e seus ritos. Para isso se requer de que participe de algum curso neste ramo. Nesses cursos, os sacristães conhecerão o andamento da celebração da Divina Liturgia, os preliminares dos diversos rituais e, sobretudo, para além das rubricas, aprofundará o porquê das coisas, o sentido e o espírito da liturgia, dos ritos, do ano litúrgico, etc. Os sacristães são, frequentemente, as primeiras imagens de uma igreja (se a imagem é má, serão a última). Os sacristães são mais que pessoas que acendem velas, alcançam o turíbulo para incensar o altar, ícones e o povo. Com o seu trabalho escondido e eficiente, realizam um precioso apostolado: a ordem, a limpeza e o silêncio na igreja são os primeiros cartazes de bom acolhimento; a sua presença discreta e atenta marca o sinal de uma comunidade disponível para os outros; o atendimento paciente e bem humorado aproxima as pessoas da comunidade e de Deus. Deste modo, preparam as pessoas que se deslocam à igreja para o encontro verdadeiro e profundo com Deus. Assim, realizam um autêntico ministério. Para ser sacristão requer-se um conjunto apreciável de qualidades humanas. A natureza deste serviço, especialmente no que se refere ao trato, à vigilância, ao bom gosto, ao acolhimento, e a sua necessária proximidade da celebração o exigem. Maturidade, sentido de responsabilidade, pontualidade, espírito de ordem e diligência, asseio e honestidade são qualidades que se exigem a quem deve receber, orientar e encaminhar pessoas e ordenar coisas: são eles, particularmente, que devem merecer a confiança dos outros e tratar com o sagrado. Uma grande capacidade de relação humana (compreensão, serenidade, ponderação e de trato, nomeadamente para o trabalho em equipe: o sacristão deve saber cooperar com todos, particularmente coroinhas, leitores, cantores, sacerdotes, zeladoras, etc.). As virtudes da paciência, com todos os que têm como ofício o atendimento público (com os fiéis que estão sempre a perguntar os horários ou os sacerdotes que deixam as coisas fora do lugar) e do bom humor. Importa também possuir alguma preparação técnica: saber ligar os aparelhos de som e aparelhos eletrônicos para a iluminação e megafonia, etc.; adquirir sensibilidade e bom gosto para a disposição do espaço litúrgico, arranjo floral, ornamentação, etc. Deve possuir suficientes conhecimentos litúrgicos e atualizá-los: Conhecer o que é a celebração litúrgica, os seus momentos culminantes, ritos, a sua dinâmica, as características dos diversos tempos litúrgicos e festas; ter conhecimento, a tempo e em pormenor, do tipo e do desenrolar concreto da celebração, a fim de prever e preparar tudo, de modo a que nada seja deixado ao improviso ou à sua intervenção de última hora, dentro da própria celebração, de forma sempre inesperada e desajeitada. Para completar os requisitos, importaria sublinhar a qualidade da sua fé. Terá de precaver-se, constantemente, contra o perigo inegável de uma excessiva familiarização com o sagrado e da rotina lhe trazer perda da sensibilidade. Deve ser sempre a fé a estimulá-lo e a animá-lo a realizar o seu serviço e a ajudar a comunidade cristã no momento privilegiado da sua existência que é a celebração litúrgica. A forma como se movimenta, no presbitério ou no espaço da igreja, antes, durante ou após a celebração, deve manifestar a verdade da sua fé. O modo como manipula os objetos (vasos, livros, etc.), o cuidado com que trata das coisas sagradas, mesmo as mais simples, denotam o respeito (que é uma expressão da sua fé) que lhe merecem. O zelo pela limpeza e pela ordem, pelo silêncio e recolhimento, também na sacristia, são o testemunho de quem crê e adora. Mesmo os serviços mais simples (acender velas, luzes, manter o altar limpo, dar informações, etc.), o sacristão pode convertê-los em verdadeiros atos de culto a Deus e em magníficos testemunhos de fé para os irmãos. Um bom sacristão desempenhará sempre as suas tarefas com amor e também humor. Não pode ser um funcionário, mas um verdadeiro amador, que ama a sua igreja e a sua comunidade, que atende pacientemente, compreende e desculpa, que transmite uma natural tranqüilidade e alegria, uma fé viva e encarnada. 5.3 Equipe da Pastoral da Saúde / Idosos 5.3.1 Pastoral da Saúde A Pastoral da Saúde, de acordo com as diretrizes da CNBB, é a ação evangelizadora de todo o povo de Deus, comprometido a defender, promover, preservar, cuidar e celebrar a vida, tornando presente na sociedade de hoje a missão libertadora de Cristo no mundo da saúde. 5.3.2 Objetivo A razão da Pastoral da Saúde está no fato de que ela existe “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10,10). É sua missão evangelizar com renovador ardor o mundo da saúde, à luz da opção preferencial pelos pobres e enfermos, participando da construção de uma sociedade justa e solidária a serviço da vida. A Pastoral da Saúde, numa sociedade preocupada com o ter e o poder, onde a saúde é vista como mercadoria e as pessoas adoecidas como um peso para o Estado, se torna a voz sensibilizadora e denunciadora da exclusão e da marginalização do doente. 5.3.3 Três Dimensões A Pastoral da Saúde atua em três dimensões que são: · Dimensão solidária: vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores nas instituições de saúde, na família e na comunidade. Ela visa atender a pessoa integralmente nas dimensões física, psíquica, social e espiritual. · Dimensão comunitária: visa a promoção e educação para a saúde. Relaciona-se com a saúde pública, atuando na prevenção das doenças. Procura valorizar o conhecimento, sabedoria e religiosidade popular em relação à saúde. · Dimensão político-institucional: atua junto aos Órgãos e Instituições Públicas e Privadas que prestam serviço e formam profissionais na área da saúde. Zela para que haja reflexão bioética, formação ética e uma política de saúde sadia, para que os seus agentes sejam articuladores e fiscalizadores das decisões no setor saúde, participando ativamente dos Conselhos de Saúde. 5.3.4 As Atividades As atividades que a Pastoral da Saúde desenvolve junto à comunidade e à sociedade são inúmeras. Vão desde a atenção aos doentes, a exemplo do “Bom Samaritano” (cf. Lc 10,30s), até a articulação junto a entidades governamentais responsáveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A Pastoral da Saúde acontece com prioridade nas comunidades, conselhos de saúde, escolas, associações de bairros, sindicatos e em todos os espaços onde os cidadãos participam. O trabalho dos agentes se dá de acordo com as dimensões de atuação desta pastoral e sempre motivado pela espiritualidade da acolhida e da proteção à vida, como Jesus ensinou ao escutar, acolher e curar os enfermos. 5.3.5 Os Agentes Qualquer pessoa da comunidade, que se coloca à disposição de seus semelhantes, contribuindo para pensar formas simples e adequadas para que todos tenham saúde, pode participar e será bem vindo na Pastoral da Saúde. Quem se propõe a trabalhar nesta Pastoral deve ser uma pessoa que cultiva pensamentos positivos, alegria e esperança. Deve estar disposto a participar dos encontros, momentos de estudo, cursos, preocupar-se com a inculturação, ter bom relacionamento com as pessoas, enfim, acreditar que seu trabalho ajuda na construção de um mundo mais humano, justo e fraterno, onde a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. 5.3.6 Pastoral dos enfermos A Pastoral da Saúde e a Pastoral dos Enfermos são pastorais diferentes, sendo que cada uma trabalha com seus objetivos específicos. A Pastoral dos Enfermos tem uma importância grandiosa para a comunidade, pois ela cumpre o papel do cristão que aproxima o doente de Jesus Cristo, dando um novo sentido para a dor. 5.4 Ícones de Nossa Senhora Mãe de Deus (Teotókos) 5.4.1 Pastoral do Ícone de Nossa Senhora Ícones são imagens do invisível que retratam a realidade espiritual, são frutos de uma espiritualidade profundamente meditada. Não é um quadro, nem representam aquilo que o pintor tem diante dos olhos, mas sua interioridade espiritual, um protótipo a que ele deve ater-se. A veneração do ícone deriva da veneração do protótipo. Os ícones, que não são imagens, mas sinais, livros que transmitem uma determinada espiritualidade. É um dos modos de comunicar a essência da interioridade espiritual. O ícone é o sinal daquilo que não se vê e que está como que depois do ícone. Se crê naquilo que não se vê, mas que é sinalizado pelo que se vê no ícone. A presença do ícone de Nossa Senhora Mãe de Deus, nas nossas famílias é manifestação da sua presença num lugar sagrado, que é a família, anunciando a presença de Cristo que continua a anunciar a sua Palavra. 5.4.2 Objetivo O objetivo fundamental dos Grupos, com os seus ícones é a evangelização e a catequese. A evangelização é anunciar a Boa Nova por meio do testemunho de fé na nova realidade que está presente em nós e no mundo pela presença e ação de Jesus Cristo. A catequese é o ensino, a explicação desta Boa Nova . A catequese é um ensino, um estudo que está unido à vivência da Palavra de Deus a partir da família e dos pequenos grupos, sob a luz de Maria Mãe de Deus, que é modelo da vida em Jesus Cristo. Objetivo específico dos Grupos, reunidos ao redor dos ícones é colocar prática, em união com a comunidade paroquial, os planos e resoluções da Eparquia, empregando como caminho os pequenos grupos. Os Grupos são a oportunidade prática para estudar os documentos eclesiais, os planos e resoluções da Eparquia, como também temas atuais. Os Grupos também são uma forma de apostolado, que consiste em amparar espiritual e materialmente as famílias, principalmente as do grupo, formando unidade com a paróquia matriz. 5.4.3 Como formar o Grupo? 1. Preencher a fichas de cada família que comporá o Grupo, com os nomes, endereço e telefones. 2. Cada Grupo, no máximo de 15 famílias, escolherá um nome e também receberá um número por razões práticas para localizar onde se situa o grupo dentro da cidade. 3. Cada Grupo escolhe sua própria coordenação e, uma ou mais catequistas sendo que seis a sete crianças é um bom número por catequista. Não existe tempo fixo para coordenar e exercer a função de catequista. 5.4.4 Missão dos coordenadores 1. Preencher as fichas das famílias. 2. Incluir na lista do Grupo novos moradores (famílias) pertencentes a paróquia, ou excluir os que se mudaram, caso venha acontecer. 3. Incentivar a atuação das famílias e indivíduos no grupo; 4. Providenciar o estudo da Palavra de Deus e dos Ensinamentos da Igreja em grupo através de reuniões, palestras, encontros, catequese das crianças, jovens e de adultos( pais e outros adultos); 5. Preparar a celebração dos Sacramentos do Batismo e Matrimônio de membros do grupo; 6. Incentivar a participação e atuação das famílias na Paróquia ; 7. Incentivar a participação da Eucaristia, principalmente Dominical; 8. Ver as necessidades, espirituais e materiais das famílias do grupo e, na medida do possível, procurar auxiliar em conjunto com o grupo todo ou recorrer à coordenação da paróquia se o grupo não tem condições de resolver; 9. Nas doenças graves ou da idade avançada, avisar o sacerdote, preparando o enfermo ou idoso para a visita do sacerdote; 10. Convidar o sacerdote ou uma religiosa ou um leigo instruído, para que, pelo menos uma vez ao ano, uma destas pessoas esteja presente na celebração do grupo, transmitindo uma mensagem para o grupo; 11. Organizar e conduzir as celebrações mensais nas famílias (seguindo os textos que a coordenação paroquial oferece ou as já de uso na Igreja Ucraíno-Católica, como “molében”, terço ou outras; 5.4.5 Ação do grupo 1. Cada grupo terá suas catequistas responsáveis pela catequese das crianças e adultos do seu próprio grupo. 2. As catequistas terão sua formação catequética, fornecida pela paróquia conforme a orientação da Eparquia e também a formação dada pela Eparquia. 3. Visita domiciliar do ícone da Mãe de Deus. 4. Os membros de cada família se reunirão diante do ícone para fazerem suas celebrações, orações diárias e outras devoções nos dias em que o ícone estiver na sua casa. 5. Em cada família o ícone permanecerá durante o tempo programado pelo grupo, após será levado para a casa da família seguinte, que deve ser a mais próxima. Durante o mês o ícone visitará todas as famílias do grupo. 6. Todos os meses os membros do grupo se reunirão na casa de uma das famílias para a celebração mensal do Molében (folheto à parte), terço ou outra celebração conforme a preparação. 7. Anualmente ou se for oportuno mais vezes, será convocada a assembléia de todos os coordenadores e catequistas dos grupos, para a revisão do andamento dos Grupos, para estudo e aprofundamento. 8. Uma vez por mês será celebrada na igreja matriz a Divina Liturgia dos Grupos dos ícones. 9. Para celebrar a padroeira da paróquia, Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto), será feita a programação conjunta com o Pe. Pároco ou Vigário Paroquial, a Coordenação econômica, a Coordenação dos Grupos e as outras Coordenações Pastorais. 10. No mês de maio, dia 1º, as celebrações do molében, terão início solene com a maíuka, na igreja matriz, com a participação de todos os Grupos. 11. No mês de agosto, mês das vocações, em cada grupo se fará estudo mais aprofundado sobre a Vocação do Povo de Deus e as vocações que dela decorrem. 12. Todos os meses o sacerdote visitará os enfermos que serão preparados pela equipe coordenadora de cada grupo. 13. No mês de dezembro, será celebrada Divina Liturgia dos enfermos, na igreja matriz. 14. Para celebrar o Natal do Senhor, cada grupo organizará o programa de visitas às famílias com mensagens natalinas, manifestadas principalmente pelas “kóliadas”. Poderá ser no próprio ou unindo outros grupos. 15. O “Iordán”, tempo de benção das famílias, será programado em conjunto com o Pe. Pároco ou Vigário Paroquial e os Grupos sobre o modo e data da benção das famílias. 16. Cada Grupo, na medida do possível, será responsável pelo bem estar material e espiritual das famílias ou indivíduos do seu Grupo, sempre em conjunto com a coordenação geral dos Grupos e a Coordenação da Paróquia. Tudo com e por Maria a Cristo. 6. Entidades 6.1 Irmãs Servas de Maria Imaculada 6.1.1 Histórico A Escola Assunção de Nossa Senhora Neste ano a Escola Assunção de Nossa Senhora completou 41 anos de história, e durante este tempo, muitos obstáculos foram superados e muitas vitórias conquistadas. Em 1964, as Irmãs Gertrudes Tecla Hladka e Oresta Woitechen, que dedicadas ao trabalho educacional, encantaram as crianças e adolescentes de Guarapuava, foram solicitadas para que aqui permanecessem, fundando assim a Escola Assunção de Nossa Senhora. 6.1.2 Objetivo/Missão Nossa missão é educar o indivíduo para a Comunidade, com o coração aberto para a Vida, a Justiça e a Fraternidade, isto é, Evangelizar, integrando o ser humano na sociedade em que vive, numa tríplice dimensão: com Deus, com o próximo e com a Natureza, interferindo na história da humanidade e na sua própria história. 6.1.3 Objetivo Específico A marca da Educação do Coração com o carisma infundido pela Bem-aventurada Ir. Josafata Miquelina Hordachevska, está estampado no emblema, e quer significar: Coração – A nossa Escola. Um coração aberto para acolher, amar e formar o Educando, a fim de prepará-lo para uma sociedade mais humana e mais fraterna; Três Ângulos – O Educando, o Educador e a Família, que optaram pela nossa Instituição e desejam crescer comunitariamente, convertendo o aprendizado num elemento de formação de sua personalidade; Círculo – A busca da realização última do homem: Deus. Essa é a nossa história, que a comunidade nos ajudou a construir, a partir da Educação do Coração. 6.1.4 Trabalho Pastoral As Irmãs Servas de Maria, trabalham na Educação e Formação do ser humano, nos Cursos de Educação Infantil e Ensino Fundamental até 8ª séries. Administram a Escola como também toda pastoral escolar através das aulas de Ensino Religioso em todas as turmas. Nos finais de semana trabalham na pastoral catequética para as crianças e adolescentes. A pastoral dos jovens e do Apostolado de Oração e 3ª idade, na Paróquia e na Capela de São Nicolau em Madeirit, também são trabalhos realizados pelas irmãs. Neste ano as irmãs também assumiram diversas pastorais como catequese, grupo de jovens, congregação Mariana e outras nas comunidades de: São Francisco, Guairacá, Banhado Vermelho, Turvo e Faxinal. Na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, além das diversas pastorais, as irmãs são responsáveis pela da ornamentação da Igreja, feitio e preparo das hóstias para as celebrações e toda limpeza dos altares, paramentos. Tomam nota das intenções para a Divina Liturgia. Além destes trabalhos as irmãs estudam faculdade, Pós-Graduação e Ensino Médio. 6.2.1 Movimento do Apostolado de Oração O Apostolado de Oração, é um movimento de espiritualidade apostólica, uma associação eclesial, que tem por objetivo a santificação e salvação pessoal e dos demais membros e o serviço à Igreja de Cristo, através de perseverante apostolado, fundamentado principalmente na oração e na união com o Sagrado Coração de Jesus. É uma associação eclesial de fiéis a serviço da Igreja, do Reino, dos irmãos. É uma instituição leiga católica, que tem uma estrutura própria, uma organização específica. 6.2.2 Objetivo O Apostolado da Oração é uma associação católica de leigos, que tem por objetivo a formação cristã de seus membros em base a uma espiritualidade centralizada no oferecimento diário, em consonância com a Eucaristia, em união com o amor de Cristo que brota do seu Sagrado Coração, na docilidade ao Espírito Santo e em profunda sintonia com a Igreja. Os Novos Estatutos do Apostolado de Oração definem o movimento da seguinte maneira: “Por meio do Batismo, todos os fiéis participam do múnus sacerdotal, real e profético de Cristo, e são destinados pelo Senhor para a atividade apostólica de sua vocação. Dentro desta vocação universal ao apostolado, o Apostolado da Oração constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo”. 6.2.3 Espiritualidade Na base desta espiritualidade é que o AO encontra a sua identidade espiritual, moral, familiar, eclesial, pastoral e social. É neste projeto de vida que os membros do AO constroem suas vidas, suas histórias. É nesta espiritualidade que se santificam e se salvam e também colaboram na salvação e santificação de outras pessoas, próximas ou distantes. É a partir de tal programa que eles fazem alguma coisa para melhorar o mundo e a sociedade. Por isso, o símbolo principal do AO é o Coração de Jesus, que é apresentado nas mais diversas formas: medalhas, estampas, santinhos, estátuas, estandartes, etc. É muito significativo quando, num velório, colocam esses símbolos junto ao corpo de uma pessoa falecida que pertencia ao AO. Esses símbolos significam a vida e a missão da pessoa querida que se despede, entrando na eternidade. Não se pode negar que o AO tem raízes bíblicas e eclesiais, além de uma considerável base histórica, repleta de riquíssimas experiências. A sua fundamentação teológica é inegável. Para certificar-se disso, basta a ver os Estatutos e os Documentos Pontifícios a respeito do AO. Em síntese, o AO tem as duas colunas ou linhas mestras - ORAÇÃO e APOSTOLADO - com seis pilares que sustentam o grande edifício, o projeto de vida, a espiritualidade completa do Apostolado da Oração: 1. Oferecimento do dia; 2. Vivência da Eucaristia; 3. Culto ao Coração de Jesus; 4. Devoção a Maria Santíssima, co-redentora; 5. Sintonia com o Papa, o espírito eclesial; 6. Devoção ao Espírito Santo. 6.2.4 Para quem se destina o Apostolado da Oração? O AO se destina a todas as pessoas que queiram levar a vida cristã mais a sério. Existe a Cruzada Eucarística ou Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), que é um setor do AO, destinado aos adolescentes ou aos jovens. Em nossa Eparquia, a grande maioria dos grupos de AO é composta por casais. O AO é destinado para aquelas pessoas que querem aprofundar a doutrina cristã, entender e viver melhor o Evangelho. As pessoas que entram num grupo de AO têm como objetivo conhecer mais a fundo a espiritualidade e a moral cristã, segundo o ensinamento da Igreja, para levar uma vida mais conforme com a vontade de Deus. Um bom membro do AO se preocupa em praticar integralmente os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja em espírito de oração e de apostolado, de acordo com a orientação básica do AO. O AO é para aqueles cristãos que querem amar a Deus e ao próximo com muita generosidade. É para aqueles que amam a Igreja e procuram ser úteis a ela, dedicando-se ao serviço da comunidade e de sua própria família. O AO é para os cristãos que querem viver num espírito missionário, sendo apóstolos em seus meios onde vivem. Ninguém é obrigado ingressar no AO, mas uma vez assumido o compromisso, o que é feito publicamente, diante do Cristo eucarístico, deve honrá-lo. É um erro muito grave, um pecado, ingressar no AO e depois, sem maiores motivos, não cumprir com as suas obrigações, não participando das reuniões e de outras atividades religiosas e sociais. 6.2.5 Para que serve o Apostolado da Oração? O AO serve para acompanhar mais de perto a vida de seus membros, ajudando-os em suas lutas e dificuldades diárias. O AO, através de seus dirigentes, procura dar as mais diversas orientações para que seus membros possam levar uma vida digna, seja pelo lado humano e cultural, seja pelo lado espiritual e moral. O AO se preocupa também em formar bons líderes comunitários, a serviço da Igreja e da comunidade. O AO tem como objetivo principal a atuação no nível pastoral da Igreja, mas não deixa de conscientizar seus membros também na dimensão social e política, formando assim bons cidadãos. O AO sempre quis ser um fermento evangélico na massa, visando o bem da Igreja e a transformação da sociedade. Em resumo, o AO se presta para formar bons cristãos. 6.3 Clube de Mães 6.3.1 Organização do Clube de Mães Os Clubes de Mães são organizações que possuem um Estatuto Social que rege seu funcionamento elaborado pelas sócias participantes nas comunidades. Os grupos recebem assessoria da equipe de trabalho do Departamento de Bem Estar Social, e o planejamento anual das atividades é elaborado conforme interesse das participantes em seus grupos. 6.3.2 Objetivo As atividades realizadas com os Clube de Mães visam a formação pessoal e profissional das participantes, desenvolvidas através da organização e estruturação dos grupos sendo: Reuniões: com representantes das diretorias e sócias, palestras sobre prevenção de saúde, alternativa produtiva para gerar renda e outros assuntos similares; Cursos Práticos: produção e transformação alimentos, maquiagem, manicuro, pedicuro, cuidado com os cabelos e penteados, corte e costura, pintura em tecido, trabalhos manuais com retalhos, cestaria com jornal, bordados, crochê, tem por objetivo despertar o interesse para satisfação das necessidades da família, formação profissional, cursos de capacitação para lideranças e organização comunitária, encontro anual dos clubes de mães que reunem todas as participantes, atividades desportivas, recreativas, campeonato de futebol de salão, gincanas, atividades de integração entre as comunidades como troca de visitas, passeios aos pontos turísticos e visita a feiras e exposições. Ressalta-se que a participação das mulheres e empenho em buscar melhoria da qualidade de vida da família através da participação em grupos organizados, leva a metas como, ampliar o atendimento aos grupos através de cursos e palestras do interesse das participantes, incentivar a criação de cooperativas de produção para artesanatos, agroindústrias pra agregar valor aos produtos hortifrutigranjeiros, bem como viabilizar a comercialização destes. 6.3.3 Objetivos específicos Promoção e valorização da mulher; Melhoria da qualidade de vida das famílias; Incentivar o produtor rural a permanecer em sua propriedade; Desenvolver atividades de geração de renda; Realizar cursos de capacitação profissionalizantes e formação de lideranças para organização comunitária. 6.4 Grupo Folclórico 6.4.1 Objetivo O objetivo do grupo folclórico é o estudo da cultura ucraniana, a promoção, realização e divulgação desta cultura, através de cursos de danças, cantos, teatros, músicas, tradições folclóricas, e com demais manifestações culturais e artísticas presentes no seio desta etnia, e assim contribuir para o desenvolvimento artístico e cultural da cultura ucraniana no Brasil. 6.4.2 Objetivo específico O grupo folclórico tem como objetivo específico representar a etnia ucraniana em Guarapuava, preservando os costumes e tradições de seu povo. É neste sentido que os jovens da Paróquia Assunção de Nossa Senhora, resolveram fundar em Guarapuava, o Grupo Folclórico Ucraniano Odessa, no dia 13 de maio de 1992. O nome Odessa é uma homenagem à cidade portuária da Ucrânia considerada a maior rota do comércio fluvial da Europa. Estando vinculado à Paróquia Assunção de Nossa Senhora, os jovens do grupo folclórico estão cientes que também fazem parte da tradição ucraniana a religiosidade bizantino-ucraniana, que apresenta uma espiritualidade e beleza ímpar, trazendo tradições que remontam o início do cristianismo na Ucrânia e desta forma engrandecem muito mais a cultura ucraniana.
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