APOSTOLADO DA ORAÇÃO
1. Introdução 2. O que é AO?
3. Coração Misericordioso 4. Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
5. 12 promessas 6. Objetivos do AO
7. AO no Brasil
I. Introdução
Aquilo que não se conhece não se ama. Na medida do conhecimento do AO será valorizado. AO: Unidade, começar de si, ser para os outros e especificidade. Igreja de Cristo é um corpo, Corpo Místico. Membros estão unidos com Jesus Cristo... Na Igreja há vários tipos de membros (grupos)... Todos eles unidos ao Corpo de Cristo. · O que não tenho não posso dar. · Como a luz não está só para si, mas ilumina para os outros, assim, assim os membros e grupos existem para toda a Igreja. · Há na Igreja várias tarefas para evangelizar. Cada pastoral tem sua tarefa específica. Igreja precisa de membros que se especializem e se dediquem para determinadas tarefas. Paróquias necessitam de membros e grupos formados seguindo as exigências dos tempos. Isso acontece através dos estudos, encontros, retiros. Cada pastoral tem seu tipo de alimento espiritual. Cada grupo tem sua particularidade. Na Igreja surgiram e estão surgindo inúmeros grupos novos grupos de pastorais, ou os antigos estão se renovando e se atualizando, cada um com sua definição e tarefas específicas. Um dos grupos de pastoral que desde muito tempo está perseverando, mas deve e está se atualizando é o AO. É o coração da Igreja, da paróquia. É um movimento de grande importância, mas quando este caminha junto com a Igreja no tempo, quando evangeliza. Veremos: O que é AO? Coração misericordioso; O que é devoção e, qual a devoção específica do AO? As 12 promessas; quais os objetivos do AO? AO na Igreja ucraniana no Brasil e Eucaristia que é a fonte do AO.
II. O que é AO?
a). Apostolado da Oração é: unidade, misericórdia e compromisso.
Um grupo unido de fiéis entre si, formando um grande coração, como disse o Papa: “vocês são o coração de Jesus”. É uma família na paróquia; uma célula de evangelização. Coração misericordioso. Unidos com os mais necessitados. Como o de Samaritano: Vêm, se aproximam, levam para enfermaria e oferecem ou oferecem-se para sanar. Movimento de ação Apostólica. É um grupo de fieis comprometidos no seu devido grupo. Reuniões mensais... Se abandonar às reuniões não se deve colocar a fita no corpo durante as funções fúnebres. A não ser que não participa por motivos de enfermidade ou idade avançada.
A máxima do AO: Ter o Coração de Jesus
b). Unidos com a Igreja.
Os membros do AO são sempre unidos com a Igreja toda. Isto se visualiza, entre outras, pelas intenções mensais propostas pelo Santo Padre ao Apostolado da Oração. Essas intenções devem ser cumpridas durante todo o mês. Visualiza-se também nas Igrejas Particulares, com o engajamento nas Orientações dos Srs. Bispos, Sacerdotes – diretores espirituais do Apostolado da Oração na Eparquia e Paróquia. Porque não fazer mensalmente uma intenção paroquial? Tarefa específica.
c). Oração. O Apostolado da Oração tem como objetivo interceder pela união de nosso coração ao coração de Jesus Cristo, rezar pela santificação do Papa, Bispo, sacerdotes, religiosos/as/, catequistas consagradas, pelas necessidades dos mais sofridos, visita aos membros incapacitados de participar das reuniões ou atividades específicas do grupo. Colaborar pela união vital com Cristo na salvação do mundo e ajudar os cristãos a unir sua oração e sua vida à oração da Igreja.
d). Ser as “mãos dos sacerdotes”. (At 6,1-7)
e). Oferecimento. Todos os membros desses grupos todos os dias fazem o oferecimento de si mesmos se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra da nossa redenção. É uma união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo. AO torna-se assim mais eficiente quanto mais cultivar: Fé e vida; Oração e Serviço; Deus na vida e a vida em Deus. Todos os membros do AO são evangelizadores comprometidos através de uma pastoral específica. Ser sinal de esperança e alegria a partir da inesgotável misericórdia do Coração de Jesus Cristo. AO é uma referência ao centro da fé Católica. Vale dizer, é importante não por ser Apostolado da Oração, mas por ser Igreja viva. AO nasce e cresce a partir de: cada membro, família e comunidade. Sempre é preciso lembrar a Eucaristia como fonte insubstituível do AO.
III. Coração misericordioso
Referência no Evangelho para os membros do AO é a parábola do Bom Samaritano.
O mundo, sociedade de hoje, tornou-se insensível. A sociedade não tem coração sensível para amar. No seu lugar se plantou o “ego”, “o que for útil para mim” mesmo massacrando o meu irmão, “outro tem valor o tanto quanto me serve”. Mesmo muitos cristãos católicos, olham, enxergam, mas passam porque não lhes interessa ou porque tem outros afazeres “mais importantes”. Ficamos com pena, entristecemo-nos, ate choramos, sem nada fazer.
Parábola do Bom Samaritano (Lc 10,29-37)
Próximo... é o que usa de misericórdia” (Lc 10,36-37). A palavra «misericórdia» deixou de fazer parte da linguagem comum. Para muitos, poderá ser estranho e até desconfortável falar dela, pois estamos num tempo em que o homem se quer «autônomo e seguro de si». Além disso, esta a palavra parece evocar experiências eclesiais já esquecidas ou «superadas». Bento XVI, na sua primeira e programática Encíclica, diz que não: “Sempre haverá sofrimento que necessita de consolação e ajuda. Haverá sempre solidão. ”Existirão sempre situações de necessidade material, para as quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto ao próximo” (Deus é Amor) [DCS], 25). “E quem é o meu próximo?”. A resposta era óbvia: o viajante ferido! O Evangelista terá, assim, concebido a idéia original de explicar o mandamento do amor ao próximo com a ajuda da parábola do bom samaritano.Misericórdia divina no bom samaritano Na parábola, o momento decisivo em que tudo muda, encontramo-lo no terceiro passante, um Samaritano, que, vendo um homem meio-morto, «se encheu de compaixão» (Lc 10,33). Os dois primeiros, ao vê-lo, passaram ao largo. Viram, mas foi estéril o seu ver. O ver do Samaritano é profundo: vai-lhe dos olhos ao coração e dali brota aquela improvisação que só a fantasia da caridade (João Paulo II) sabe fazer.
«Encheu-se de compaixão» (Lc10,33) Esta expressão conduz-nos a um dos momentos mais belos da revelação do «coração misericordioso do nosso Deus» (Lc 1,78) Misericórdia de Deus está colocada na parábola do filho pródigo. Pai misericordioso ao ver regressar o seu filho (Lc 15,20). Diz-nos Lucas que Ele, «enchendo-se de compaixão», correu a abraçá-lo. Tanto o Pai como o Samaritano passam do ver ao comover-se e deste aos gestos de misericórdia. O Antigo Testamento descreve-nos o agir de Deus com atitude de uma profunda ‘bondade’, uma relação de fidelidade para com o homem. Deus expressa amor mesmo aos pecadores. Do outro lado Deus quer dos pecadores uma confiança, porque Deus é Deus que quer Aliança com o homem. Jesus, revelador do «coração misericordioso do nosso Deus» (Lc 1,78) Pai misericordioso: Jesus nos revela do Pai que tem um coração misericordioso. Nele não há lugar para um Deus indiferente, “legislador”, justiceiro ou irritado com os pecados e erros dos seus filhos. Para Jesus Deus é compaixão e misericórdia. Este é o seu modo de agir e reagir perante os seus filhos. Deus sente por eles o que uma mãe sente pelo filho que tem no seu ventre. Deus tem-nos nas suas entranhas. A parábola do Pai misericordioso (Lc 15,11-32) apresenta Deus como um pai comovido até às entranhas pelo regresso do seu filho. Ao vê-lo, corre ao seu encontro, abraça-o, beija-o e convida a família para a festa! Este é o mistério do amor misericordioso de Deus. O que Jesus procurou fazer durante toda a sua vida foi instaurar na história este modo de proceder. Deus é grande e santo porque ama a todos sem exceção e de todos se quer compadecer. Neste contexto, a misericórdia não é mais um atributo divino, mas a própria maneira de ser de Deus. Jesus misericordioso: Jesus identifica-se com o Pai. O seu programa, depois de vencidas as tentações do demônio no deserto (Mt 4,1-12) – que Lhe queria impor outra imagem de Deus – declara-o na sinagoga de Nazaré ao proclamar o ano jubilar (Lc 4,18-19), o ano da misericórdia do Senhor. Curioso é notar que Jesus interrompeu a leitura de Isaías precisamente antes de anunciar «o dia da vingança da parte do nosso Deus» (Is 61,2b), como que a dizer, esse não é o meu Pai e Deus das Misericórdias que vos quero revelar. Jesus viveu toda a sua vida fazendo-se próximo dos deserdados da vida, para lhes mostrar que eles têm um lugar especial no coração de Deus. Jesus tinha amigos entre as prostitutas e os publicanos (Lc 7,34). Todos, menos aos que se consideravam cumpridores, se sentiam bem junto d’Ele, porque intuíam que ali havia um novo caminho para Deus: eles sentiam-se amados e perdoados mesmo antes de o pedirem! O Deus de Jesus Cristo é amor e misericórdia e, por isso, diz aos fariseus de então e de sempre: «Ide aprender o que significa: prefiro a misericórdia aos sacrifícios» (Mt 9,13). A Igreja, continuação do Projeto de Jesus. Igreja dará testemunha do projeto de Jesus; amor e misericórdia. A ternura e o carinho de Deus se manifestarão na Igreja, continuação de Jesus Cristo. Na parábola do bom samaritano, o inimigo odiado tornou-se o salvador daquele ferido. Deus, na sua misericórdia, demonstra a todos os que sofrem. Se uns “passam ao largo” e Lhe fecham a porta, Ele não fica parado, vai à procura quem possa e o queira fazer. Necessariamente é preciso rever a nossa vida crista, nossa pastoral. Quem ama não se esconde, não foge, não “faz de conta que não viu”. Temos de reconhecer, humildemente, que se esquivamos diante o necessitado: “ocupados em coisas importantes” e “compromissos urgentes”, muitas vezes inventamos desculpas. Numa sociedade onde os feridos da vida não param de crescer, o lugar dos cristãos, seguindo os passos do Senhor, é junto dos que sofrem. Haverá sempre muita coisa a fazer, mas se não fizermos aquilo que nos constitui íntima e essencialmente em discípulos de Cristo, de pouco servirá o resto da nossa ação: sem compaixão pelos que sofrem, de que servirão os nossos pronunciamentos doutrinais e morais? De que servirão as reuniões mensais? De que servirão as fitas do AO? E para que servirá um retiro do AO se não nos obriga a despertar da indiferença e a introduzir na Igreja e na cultura moderna a misericórdia? Só à luz deste horizonte será possível rever o motivo da existência do AO. Assim, a ação da Igreja, orientada pela compaixão e misericórdia irá atrás dos problemas e soluções desses problemas. Este serviço desinteressado à dignidade dos mais necessitados e o contributo para a purificação das motivações dos serviços por uma sociedade mais justa e fraterna, são o início da resposta à pergunta do Senhor: «Quem se fez próximo?» Bento XVI, inspirando-se no modelo oferecido pela parábola do Samaritano, apresenta três «elementos constitutivos da essência da caridade cristã»:
1) Resposta àquilo que, numa determinada situação, constitui a necessidade imediata...
2) «atualização aqui e agora daquele amor de que o homem sempre tem necessidade. (…) O programa cristão – o programa do bom Samaritano, o programa de Jesus – é “um coração que vê”;
3) e que se «torna presente precisamente nos momentos em que nada mais se faz a não ser amar. A melhor defesa de Deus e do homem consiste precisamente no amor» (DCS, 31).
Na prática de sermos membros do AO, convém ver as necessidades mais urgentes dos que nos cercam. Fazer um serviço de pastoral com eles. Isso poderia ser visto nas reuniões. Quanto às reuniões, além da reunião mensal, se requer que se faça reunião da equipe coordenadora do AO.
Conclusão
Em conclusão, podemos dizer que a parábola do bom Samaritano denuncia a traição quotidiana do amor em nome de muitas e ‘sérias razões’: “não é comigo”, “não tenho tempo”, “que outros trabalhem”… Esta traição deu-se no passado e continua no presente: «ver e passar ao lado», «seguir adiante», faz parte do nosso quotidiano!
Foi um excomungado que se mostrou sensível ao drama do ferido e fez o que era preciso: parou, não perguntou pela identidade, mas deixou que falasse o coração, e este sugeriu-lhe o comportamento acertado; ao contrário do doutor da Lei que pretendia um serviço ao próximo bem controlado.
Nos gestos do Samaritano há toda uma liturgia da misericórdia divina, uma irrupção do amor, feita de atenção, delicadeza e improvisação, porque o inesperado faz parte da vida; e, como não levava a “mala dos primeiros socorros”, fez ali o que podia. A intuição do amor levou-o aos primeiros gestos de compaixão que um serviço organizado (estalagem, no caso) haveria de completar.
IV. Devoção
a). O que é devoção?
É amor dirigido a Deus, usando meios: exemplos dos santos, gestos, sinais, cantos etc. É o aproximar-se e apaixonar-se por Deus.
Só paixão sem práticas é como namorar olhando no espelho. Amor verdadeiro a Deus não pode ser só virtual, mas real.
Devoção assume duas formas:
Práticas devocianais e rituais: adoração no silêncio, peregrinações, cantos devocionais, uso de objetos devocionais. Estas são inícios das verdadeiras devoções.
Atividades concretas. Evangelização, apostolado, obras.
Primeiro incentivo depois à vontade e ânimo para as obras.
b). Devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com os desejos de Nosso Senhor, manifestados a Santa Margarida Maria Alacoque, deve ser dia de reparação, pela ingratidão, frieza, desprezo e sacrilégios que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte de muitos, e às vezes até por parte de pessoas consagradas e as que se presumem piedosas. Em todos os grupos de AO se fazem neste dia, solenes e coletivos atos de reparação. Para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor do divino Coração de Jesus que, dedicou à sua veneração, não só a primeira sexta-feira de cada mês, mas também um mês inteiro, o mês de junho. (E no nosso grupo?... O que se faz nas primeiras sextas-feiras do mês? E no dia do Sagrado Coração de Jesus? E no mês de junho?). No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alcoque e, descobrindo seu Coração, disse-lhe: “Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor”.
c). Quem é devoto do Sagrado Coração de Jesus?
Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quem tem compaixão e misericórdia, como Jesus Cristo.
Quem une a sua vida, sacrifícios e afetos com os de Jesus Cristo. De modo especial valorizando e amando a Divina Liturgia.
É devoto do Sagrado Coração de Jesus, quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes;
“Quem Lhe faz reparação honorífica dos ultrajes que recebe e tudo isto, para corresponder ao amor que Ele nos vota”.
v. PROMESSA
O Sagrado Coração de Jesus, na grande promessa, concedeu a inestimável graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos. Pelo que se introduziu o exercício de devoções em honra do Sagrado Coração, na primeira sexta-feira de cada mês. Além da graça prometida, ganha-se uma indulgência plenária (Comunhão, reparação, oração e meditação por algum tempo sobre a infinita bondade do Sagrado Coração”. (Pe. Réus: \"Orai\")
Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas contra a Eucaristia, honrando e venerando o seu divino Coração.
E como para nos incentivar a isto, fez as seguintes magníficas promessas, em que fala a misericórdia do seu Sagrado Coração: Jesus apareceu numerosas vêzes a Santa Margarida Maria Alacoque (de 1673 até 1675). Nessas aparições, Nosso Senhor fez 12 promessas:
1ª Promessa:
“A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.
Essa promessa é a razão pela qual antigamente era comum ter nas casas um quadro do Sagrado Coração de Jesus. O desaparecimento desse costume não terá afastado as bênçãos também?
2ª Promessa
“Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”.
Quer dizer, graças condizentes ao seu estado, como pai, mãe, autoridade, profissional, etc.
3ª Promessa
“Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.
Não é isso o que você mais deseja? Paz em sua família? Quantas famílias sofrem problemas terríveis de relacionamento, que as impedem de se desenvolver espiritualmente e até socialmente?
4ª Promessa:
“Eu os consolarei em todas as suas aflições”.
Quem não tem aflições hoje em dia? O Sagrado Coração promete consolar você nas suas aflições.
5ª Promessa
“Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.
Quer melhor refúgio do que este? Sobretudo na hora mais importante, quando se vai passar para a eternidade?
6ª Promessa
“Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”.
Ou seja, suas atividades profissionais, seus empreendimentos, tudo aquilo que tem a ver com a sua sustentação e de sua família terão bênçãos abundantes do Sagrado Coração.
7ª Promessa
“Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdia”.
Não é o que mais precisamos? Da misericórdia infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo?
8ª Promessa
“As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.
O Sagrado Coração promete uma assistência especial às almas fracas espiritualmente. Ele as tornará fervorosas. Elas só precisam ter devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
9ª Promessa
“As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição”.
O Sagrado Coração, em sua bondade infinita, não apenas cuida dos fracos, como também ajuda aqueles que são fervorosos a alcançar uma alta perfeição.
10ª Promessa
“Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.
O sacerdote que tiver devoção ao Sagrado Coração terá mais poder de converter os corações, mesmo os mais duros.
11ª Promessa
\"As pessoas que propagarem essa devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração”.
Alguém pode desejar algo melhor do que ter seu nome inscrito para sempre no Sagrado Coração? Então propague essa devoção.
12ª Promessa
“A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.
Essa é a grande promessa. Perseverança final e salvação eterna: “Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu divino Coração lhes será seguro refúgio nesta última hora”.
6. Objetivos Gerais do AO
a). Objetivos Gerais:
Oferecer diariamente orações a Deus pela Igreja, pelos sacerdotes e seminaristas, religiosos/as/, catequistas, pelas vocações e por todo o povo de Deus.
União com toda a Igreja, através das Intenções Mensais.
Apostolado do “coração misericordioso”.
b). Objetivos Específicos:
Rezar o oferecimento diário;
Ter devoção à Eucaristia, ao Espírito Santo, ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria;
Entronizar os quadros do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria nas famílias;
Crescimento através dos encontros, retiros;
Realizar visitas a enfermos e zelar pelos idosos, abandonados e carentes;
Participar das reuniões mensais e promover as 1ªs sextas-feiras do mês nas paróquias.
c). Atuação em diversas áreas pastorais:
Além desses objetivos, os membros do AO ainda exercem funções pastorais em:
-Atuação nas famílias, principalmente pela oração e santificação das mesmas. É extremamente importante visitar as famílias novas que se mudaram para a nossa paróquia, a nossa colônia, cidade ou bairro, fazendo-lhes uma acolhida cristã e fraterna.
-Ajudar os casais que não estão casados a regularem a sua situação perante Deus e a Igreja.
- Auxiliar para preparação do Batismo e Crisma;
- Deve-se dar uma atenção muito especial ao Movimento Eucarístico Jovem (Cruzada Eucarística), que é o ramo juvenil do AO. Da boa formação dos grupos do MEJ dependerá o futuro do AO e da própria Igreja.
- Colaboração nas atividades e promoções materiais e sociais da paróquia (necessidades da própria paróquia, construções, reformas).
- Promoção humana e assistência social (campanhas para o asilo, escolas, famílias carentes, creches, encarcerados).
- Pastoral vocacional: incentivar as diversas vocações, mas especialmente as vocações para a vida sacerdotal, religiosa e às CSCJ, responsabilizarem-se pela formação de seminaristas, verem as necessidades da paróquia, igreja e dos padres..
7. Primeiros missionários ucranianos no Brasil e AO
Ação dos primeiros padres ucraniano no Brasil é manifestação do coração misericordioso de Deus. Deixar seus pais, parentes, amigos, terra e tudo o que tinham, se prontificando para fazer uma viagem difícil, para um país desconhecido, sem saber onde e, que pais é este, como irão falar, o que vão comer. Enfim: onde? para que? Até quando? Quem pediu os padres Basilianos para o Brasil foram dois leigos fieis: Sr Gregório Hlatkei e Sr. João Degan,. Não pertenciam para AO, mas na prática foram dois um grandes apóstolos. Escreveram uma carta datada, 25/01/1897. Foram os primeiros apóstolos leigos ucranianos no Brasil, antes da vinda dos padres basilianos. O primeiro sacerdote ucraniano vindo para o Brasil, Pe. Silvestre Kizema, OSBM. (1897). Em 1904 chega o Pe. Marquiano Schkirpan, OSBM. Primeiros tempos foram de muitas dores e dificuldades na propagação do reino de Deus. Os primeiros padres sozinhos não tinham condições de levar em frente a Palavra de Deus. Era necessário auxílio para que os primeiros missionários tivessem condições para atender os fiéis. Mas antes necessitavam de formar fiéis para uma nova missão. Em 1898 Chegou para o Brasil Pe. Antonio Martinhuk, OSBM o qual deu inicio ao AO no Brasil. Outros Pe. sempre valorizam o AO. Em 1904 chegou ao Brasil o Pe. Cristoforo Miskiv, o qual deu maior enfaze ao AO. O principal motivo era auxiliar os missionários na árdua missão com orações e tarefas; cuidar dos templos, como altar, paramentos, objetos sagrados em geral, hóstias e tudo mais; dar catequese; dirigir as celebrações. Manter os padres com suas doações e serviços. Em outras palavras ser: Marta e Maria, ouvir a Palavra, rezar e manutenção dos padres.
O que o Pe. Cristóforo pedia? Oração e Ação.
- Oração. Principalmente nas Primeiras sextas-feiras do mês...
-Ação. A Igreja ucraniana no Brasil foi construída pelos primeiros padres e pelo AO. Duas mãos da Igreja católica ucraniana no Brasil. Esquecemos e talvez não valorizamos os primeiros passos da nossa Igreja no Brasil. Seria bom e necessário renovar o valor do AO na nossa Igreja, paróquias. Resgatar o espírito a serem Marta e Maria nas comunidades.